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Blog de histórias reais e de ficção.
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quarta-feira, 4 de maio de 2011

JUSTIFICA?

Multidão comemora nas ruas de Nova Iorque - AP IMAGENS

Há muito tempo não ficava chocada com uma imagem na TV como fiquei na última segunda-feira diante da cena daqueles jovens americanos comemorando a morte do Bin Laden pelas ruas de Nova York.

Não vou entrar no mérito do “está morto, não está morto” muito menos nas motivações políticas do presidente americano para autorizar o ataque.

Não quero discutir se ele usou a mulher como escudo, se ele apresentou resistência. Nada disso!
Pouco me importa se o corpo foi jogado ao mar, se foi feito exame de DNA ou a possibilidade de haver dezenas de sósias.

Indiscutível o fato de que Bin Laden era do mal. A personificação do capeta. Frio, calculista, terrorista!

Ouvi a notícia na Globo News e senti um gelo na espinha. Não me pareceu prudente. Ao contrário, achei bem inconseqüente considerando que a morte dele não só não acaba com as ações terroristas, como estimula outros ataques com o mesmo propósito: vingança.

Justiça é invadir a casa de uma pessoa e cravá-la de balas? Não sei.
Que felicidade era aquela no rosto dos americanos em plena madrugada? Isso é normal? Se for, alguém, por favor, puxa a cordinha do mundo que eu desço na próxima estação.

Imagens da festa intercalada com a queda das torres gêmeas pareciam ter a intenção de justificar o porquê da coisa.

Tudo bem: Não perdi ninguém no World Trade Center, nem nos aviões, nem no navio de guerra que foram atacados pelos terroristas a mando de Bin Laden.
Vivo aqui, num porto seguro avaliando de longe os acontecimentos. Ainda assim não consigo ficar feliz diante da notícia da morte seja de quem for.

Fico imaginando aquela energia horrorosa liberada no Universo e não sei o poder que isso tem.

Americanos são considerados patriotas ao extremo. Mas o que vi naquela segunda pela manhã não foi patriotismo, foi fanatismo.
Fanatismo. Não é esse o sentimento que move os líderes religiosos mulçumanos?
Amarga ironia!

3 comentários:

  1. Assiti ontem um depoimento (o video está no meu fb) de duas mães do 11 de setembro: uma mãe de uma vítima e outra a mãe de um terrosrista envolvido no ataque. Lição? Tolerancia e perdão! Difícil? Possível!

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  2. Extremamente coerente seu ponto de vista, mas por estarmos de longe talvez não tenhamos a dimensão certa de como esse homem atingiu a vida dessas pessoas (direta ou indiretamente). Claro que tem muito 'oba oba', gente sem argumento algum pra festejar, porém só quem já viveu a experiência de saber que alguém que lhe fez mal, se foi... pra sempre, pode saber o alívio que isso dá. Nossa, e como dá.
    Concordo que a festa pareceu exagerada, como aliás são os americanos. Mas como você diz "pelo direito de odiar", talvez eles também se acharam no direito de comemorar o fim de um martírio. Embora nós saibamos que não resolve muita coisa né? rs
    Beijos flor!

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  3. É isso Chris, uma visão distorcida de "justiça". Valores e princípios sobrepostos por um sentimento de que o bem venceu o mal. Mas quem é o bem? Quem é o mau? Se as ações e pensamentos são tão semelhantes. Me parece que ambos são terroristas, ambos proporcionam uma vida de terror aos que não possuem as mesmas crenças. É uma luta de governos, economia, culturas e filosofias.
    Neste caso não existe certo ou errado.
    Existe apenas o erro de viver sem paz e a confusão de viver o amor por uma ideologia ou pela pátria, sendo que o amor deveria pelo próximo.

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