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Blog de histórias reais e de ficção.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ponto de Vista – Sistema de Cotas




Não vou aqui, entrar no mérito única e exclusivamente da proposta aprovada no Senado dos 50% de vagas destinadas aos estudantes da rede pública, vou colocar questões simples para a reflexão:Porque é que todo mundo TEM que cursar uma universidade ?
Será que é essa mesmo a saída para um país mais justo para todos?
Será que o mundo não precisa de outros tipos de mãos de obra – técnicos ou informais?

Digo sempre para os meus filhos:
O mundo precisa de vendedores nas lojas do shopping, o mundo precisa de açougueiros, o mundo precisa de pedreiros, de costureiras, de cozinheiras. O mundo precisa de marceneiros, garis, motoristas, lavadeiras... e por ai vai !!!
A condição é: Procure ser bom naquilo que faz, não importa o que!

Acho mesmo que essa tentativa de iludir uma população carente de um ensino descente, seja de que cor for, com a possibilidade de um curso superior é uma covardia. Chega a ser desumano.

Diante desse meu ponto de vista, ontem, um grupo de pseudo socialistas me chamou de fascista, preconceituosa e falastrona. Em ½ hora de conversa, saí recheada de adjetivos e rótulos novos.
Nenhum problema nisso. Mas na minha modesta opinião, preconceituosos são eles, que acham que pra ser melhor a pessoa tem que ter curso superior.

Você consegue imaginar um país onde 100% das pessoas tenham curso superior? 
Haverá trabalho para todos?
Consegue medir o grau de frustração de uma pessoa que cursou uma universidade de forma “capenga”, porque não tinha nenhuma base anterior, tendo - depois de 4 ou 5 anos- que trabalhar de balconista, por exemplo?

Tenho uma previsão nefasta: Sabe aquele aluno, que estuda hoje em escolas de classe média pagas? É, aquele que não pode pagar uma super escola, mas também não quer se sujeitar ao ensino público? Pois é, esse carinha, do 9º ano, vai ano que vem, estudar sim numa escola pública e a grana que a família investe na escola hoje, será investida amanhã em cursos de inglês, redação, kumom... E aí, sabe o que vai acontecer? Esse cara, vai disputar os 50% daquele carinha que está desde sempre na escola pública e não pode fazer nada para complementar seu conhecimento. Adianta ter cota ?

Sabe aquela pessoa que quer ser simplesmente um frentista de posto de gasolina? Então, ele vai ser ainda mais desvalorizado, desmoralizado, desprestigiado. Sabe por quê?

          - "Ahhh amigo, o governo abriu 50% das vagas pra gente como você. Se não quis estudar, PROBLEMA seu. Agora que se contente com o eu tenho pra te oferecer."
Entenda: Não sou contra o acesso à universidade para aqueles que realmente têm essa vontade.
Todo mundo tem sim esse direito, mas nem todos têm o perfil, nem todos tem a capacidade, nem todos merecem isso.
Nenhum preconceito. Apenas a constatação da realidade: As pessoas são SIM diferentes e não tem nada de errado com isso.

Ficou chocado (a)? Pare e pense onde é que mora o preconceito. Eu tenho certeza que é ai, dentro de você.
Sou a favor de um ensino melhor em todos os níveis. Desde a pré-escola. Tentar mascarar a realidade com atitudes demagogas como essa é o fim da picada. Literalmente pra inglês ver, né?
Na minha modesta opinião existe um subtítulo nessa coisa toda e ele diz assim:

- “Você, que é pobre e/ou negro, é mesmo um incapaz, então, a gente do governo, vai te dar a ilusão de que pode mudar essa sua vidinha medíocre. A partir de agora 50% das vagas serão suas, tá? E não me enche o saco!”.

Triste, minha gente. Triste. É como esmola... 
A cota legitima a discriminação !!!  

Pense nisso !!!!!!

3 comentários:

  1. Meu pai só fez o primário e foi gerente de uma Usina de Açúcar. Com a vida também se aprende. A essência do caráter tem que ser constituída de bons princípios. Aqueles que se aprende em casa.Mas...estudar é importante sim, não só para ter títulos. Fazer um curso para exercer a profissão que almeja, vale a pena.Essa novidade de cotas, não entendo bem.Penso que abrir portas não é isso.

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  2. É bem por ai mesmo, eu conheço uma pessoa que fez faculdade de Turismo, e é frentista em um posto de gasolina, e as pessoas que fizeram a faculdade com ela hoje nenhum trabalha no ramo... isso na época da escola da familia, que se resumia a trabalhar aos finais de semana nas escolas para pagar o curso...

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  3. Parabéns, Chris! Concordo plenamente com você. Chega de paternalismo enganador. Cotas, bolsa-esmola e que tais só servem pra mascarar uma realidade vergonhosa: no Brasil educação não é prioridade.
    Na minha época de estudante (primário, ginásio, colegial), as escolas públicas eram disputadíssimas, com um ensino de alta qualidade e que exigia empenho dos alunos. Quem não se 'enquadrava', partia para a escola particular, mais light. É claro que existiam os colégios tradicionais, normalmente de padres e freiras, mas, no geral, quem repetia de ano na escola pública era taxado de burro... Hoje premia-se a incompetência!

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