Sobre o Conteúdo do Blog

Blog de histórias reais e de ficção.
Um lugar para expor opiniões que provoquem dor ou delícia!
Qualquer semelhança com histórias ou comportamentos reais poderá ter sido mera coincidência. Ou não!



sexta-feira, 17 de junho de 2011

PONTAL, sensação MUNDIAL !!!

Logo que criei para as camisetas do nosso encontro.

A coisa começou super despretensiosa. Há exatamente um mês, meu primo Nirélcio, também conhecido por Arinelson postou uma foto no Facebook que nos trouxe lembranças de uma época deliciosa numa cidadezinha a 340 km`s da capital: Pontal.
     A foto me inspirou a criar um grupo que batizei de “Pontal, nos bons tempos – 70, 80, 90”. Foi a deixa que precisávamos para começar a reviver histórias, compartilhar fotos e sonhos esquecidos.
     Para que entendam a importância que isso tem pra mim acho necessário contar o que significou essa cidade na minha vida. A cidade e as pessoas, claro.
Pontal sempre foi pra mim o sinônimo de felicidade, de liberdade. Meu primeiro baile, meu primeiro beijo, meu primeiro amor. Os primeiros amigos sinceros. Os primeiros desafetos!
Os amigos permaneceram, às vezes acho que alguns desafetos também, rs.
     Morava em São Paulo e meu ano se resumia nos dias que eu estava em Pontal e nos dias que faltavam para ir outra vez pra lá. Era um amor incondicional. Pouco me importava a carência de lugares pra ir, a sujeira, o cheiro do garapão. Egoísta que sou, meu único incômodo era ver a cidade crescer. Acho que tinha alguma razão. A maioria de vocês não sabe, por exemplo, o que fizeram com a nossa Praça Bortolo Carolo (aliás, eu achava o máximo ter praça com meu sobrenome,rsrsrs).
     Precisava de pouco pra ser feliz. Amigos e um banco. O Preto de preferência. Bater bala de coco na casa da Didi, fazer flores de papel crepon com a Ana Paula Favaretto pra 20 meninas afoitas metidas numa fantasia de havaiana num carnaval qualquer. Ficar horas em pé na esquina do Banco Comind com Mônica e Eduardo Furlan e Simone Paschoal, falando bem e mal da vida alheia e vendo o movimento. Roubar o carro do meu avô tendo às vezes minha prima Adriana Olaia de cúmplice as 2hs da madrugada, só pra dar um voltinha pela cidade e ver o que tava rolando. Jogar baralho no Clube com a Cláudia Ferreira, ouvindo a Disco de Vinil do Roberto Carlos com a música Lady Laura. Paquerar platonicamente e descaradamente, às vezes! A turma X e as camisetas coloridas. O esquenta na casinha da esquina, anos luz antes de inventarem a coisa das repúblicas. O bar da tia Cida, o Stop. Comer “lanche” no Xodó depois do carnaval. Almoçar no Rancho Z, visitar as tias...
Encher o carro de meninas, entrar no bosque e ficar presa entre as árvores simplesmente porque não sabia dar ré (oh mico!). Entrar no carro dos meninos e andar na avenida do cemitério pra ver quem tava “malhando” quem. 
Ir a Neuza fazer a unha e ouvir as fofocas pra me manter atualizada. Pegar o Ramazzini pra passear em Ribeirão.
     Nada era mais longo do que os 9 kms finais da viagem, onde eu já colava o rosto no vidro do carro na esperança de ver algum conhecido na estrada. Era uma loucura.
     Hoje, cada foto postada por um dos 115 membros da comunidade, cada rostinho que revejo, cada história que relembro, alegra meu coração e me faz até chorar de emoção.
   

    Aos meus primos e primas, amigos e desafetos: Obrigada!  Todos vocês, de verdade, são MUITO QUERIDOS. Espero que tenham entendido o que significam pra mim. O bem que me fizeram. A importância e a responsabilidade que tem naquilo que sou hoje.
E que venha dia 09!!!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Quem Bate ??? É o friooooooo !!!

Poucos de vocês se lembram dessa campanha das Casas Pernambucanas. A pergunta era seguida de um jingle:
"Não adianta bater, eu não deixo você entrar, as Casas Pernambucanas é que vão aquecer o meu lar,
 Vou comprar flanelas, lãs e cobertores, eu vou comprar..."  e por ai ia.

Nunca entendi muito bem essa coisa de campanha do agasalho ser feita quando já está frio, mas outro dia me explicaram que se fazem em época de calor ninguém se solidariza. Deve ser verdade!!

O fato é que a agência 6P, uma baita agência bacana, competente e ética do nosso mercado, criou a campanha abaixo para ajudar o pessoal da Paulo de Tarso. Eles distribuem, todo final de semana,  refeições para o pessoal das ruas de nossa cidade. A ideia é distribuir também agasalhos!

Vamos ajudar? As doações podem ser feitas na rua Conselheiro Saraiva 585 lá na Vila Tibério, ok?


Beijos e Obrigada!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Janeiro a Janeiro

Nossa primeira foto - Janeiro 2008


Nada mais difícil que encontrar o grande amor. Difícil porque idealizamos. Difícil porque Hollywood nos vende um modelo praticamente inexistente que vira sonho de consumo, difícil...
Vivi vários tipos de amor: o inocente primeiro amor, que me acompanhou durante anos. O amor desesperado do início da vida adulta, quando achamos que não podemos ficar solteiras, o amor que nos leva a casar e constituir família, simplesmente porque a gente quer, o amor amante - maluco, cúmplice - que nos faz suspirar, o platônico e distante que num golpe de sorte acaba virando real, o psicopata que nos faz sofrer sem que entendamos exatamente porque estamos nos permitindo tamanho desgaste.
Apesar dos dissabores nunca pensei na possibilidade de desistir. Preciso amar, preciso estar apaixonada. Adoro as borboletas fazendo festa no meu estômago. Tudo bem! Com o passar do tempo a gente acaba se questionando: Seria isso muito adolescente? Estamos fazendo papel ridículo?
Mas, quer saber? Pouco me importa. Essa sou eu.
Tenho lembranças lindas, com pessoas especiais e traumas terríveis de relações complicadas. Colocando tudo na balança concluo que o saldo foi positivo. As minhas experiências fazem de mim o que sou. E de verdade gosto dessa pessoa aqui.
A maturidade faz a gente entender que não existe relação perfeita, graças a Deus. É um aprendizado diário que pode ser maravilhoso quando estamos ao lado da pessoa certa.
O que é a pessoa certa? Pra mim é aquele cara com quem temos o maior número de afinidades possível.
Aquele que me acompanha num encontro de amigos que só falam do passado e consegue segurar a onda, mesmo achando tudo um porre. O que fala a verdade e as verdades que preciso ouvir e consegue imprimir carinho na voz. Aquele que faz planos que incluem meus filhos e aperta o cinto pra me ajudar a sair de um perrengue momentâneo.
Perfeito é o homem que faz meu coração bater mais forte depois de mais de três anos vivendo sob o mesmo teto. É aquele que adoro olhar enquanto dorme e me abraça todas as manhãs ainda na cama, num gesto silencioso que diz: que bom que você está aqui!
Esse homem acorda no meio da noite contando um sonho maluco e me sinto feliz em dividir isso com ele, me liga num intervalo de aula só pra saber se está tudo bem. Esquece de me cumprimentar no dia das mães num ano e me dá presente no outro porque é assim que está sentindo, é isso que quer fazer. Sem obrigações, apenas pelo prazer. Fica muito bravo com as minhas queixas infundadas causadas por uma terrível alteração hormonal típica de mulheres na minha idade e minutos depois me olha com carinho.
Chora no meu ombro num momento de dor intensa e ri muito das minhas trapalhadas. Puxa minha orelha, quer que eu saiba quem sou, quer que eu veja o valor que tenho, que admita minhas qualidades e não só os meus defeitos.
Divide comigo suas dúvidas e seus anseios, suas alegrias e tristezas.
É racional, inteligente, brilhante. E totalmente irracional, passional e ansioso. Na medida e na hora certas. 

Ele, assim como eu, entende as palavras de Jorge Vercilo: “Não se ofenda com meus amores de antes, todos tornaram-se pontes pra que eu chegasse a você”.

Como disse alguém: “A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. O mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido. Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo/.../ Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo/.../ Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar”.


A afinidade permite que a relação chegue o mais próximo possível do ideal e o ideal é ter um amor que amadurece que se transforma todos os dias. Um amor que nos faz querer estar junto que nos faz feliz.




Amor da minha vida: 
“Te amarei de Janeiro a Janeiro até o mundo acabar”. 
E tomara que não seja em 2012!!!
Feliz Dia dos Namorados! 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Naquela Mesa

Foto que peguei no Google imagens - está sem crédito, sorry!



Adoro a atmosfera que toma conta da cidade em época de Feira do Livro. Não sei bem explicar, mas alguma coisa muda. O centro fica delicioso, as pessoas têm outras expressões no rosto, me parecem até mais gentis.
Leio críticas, mas acho tudo na medida certa: Mesas de Debate, Salão de Ideia, conferências e lançamentos durante o dia e shows a noite. Enquanto isso os estandes a disposição para quem arrisca uma volta para adquirir algum título. Não sei, de verdade, se o mais importante é vender livro. Acho que o clima de cultura que toma conta acaba invadindo a alma das pessoas.
Ontem resolvi fazer um programa comigo! Fui assistir a mesa de debate com Lucinha Araújo, Raí e Ricardo Salomão. Tudo muito civilizado. Peguei minha senha, fiquei na fila esperando a porta do Pedro II abrir. Enquanto isso observava as pessoas circulando: Todo tipo de gente. Mulheres bem vestidas em rodinha de comadres, adolescentes mascarados (literalmente) dançando felizes, crianças afoitas, menininhas e seus gritinhos, o “tio” que já tomou uns três garrotes e nem sabe bem o que está fazendo lá, bicho grilo, pseudos intelectuais, gays e evangélicos num convívio homogêneo.
Dentro do Teatro fui tomada por certa aflição. A falta de orientação faz com que algumas pessoas sejam descuidadas com o patrimônio. Pés na mureta!
Quando os convidados foram apresentados lindamente por um aluno da Escola do Amanhã, percebi que também dentro do teatro tínha todo tipo de público: torcedores do São Paulo com direito a camiseta autografada pelo Raí, meninas com foto do craque no melhor estilo fã de carteirinha, fãs de Cazuza, senhorinhas de coque e blusinha de crochê que lá foram parar provavelmente por causa do fascínio que uma fila causa.
O mediador, mais interessado em promover o Cine Cauim, deixou muito a desejar na condução do suposto debate, mas ainda assim foi possível saber um pouco mais sobre as dificuldades que a Lucinha enfrenta para cuidar das crianças na fundação Viva Cazuza, do trabalho do Raí na fundação Gol de Letra e dos investimentos da Petrobrás nas áreas da cultura, educação e esportes.
Enquanto isso na platéia o torcedor do São Paulo com o filho de 5 anos tirava fotos freneticamente. Fotos do Raí! Ao meu lado a menininha de 3 anos com a irmã pré adolescente e a avó, parecia inconformada com sua sorte - ficar sentadinha ouvindo coisas que não faziam o menor sentido pra ela.
Alexandre Biagi, Mariana Jábali, Mara Pereira Alvim, Kachaça, Raimar e algumas outras celebridades de nossa cidade também estavam lá, ouvindo atentamente.
Fotógrafos bravos com outros fotógrafos que não tinham o tal crachá.
E ai chegou a hora mais esperada: as perguntas do público. Esse é o momento em que todas as carências são reveladas. Ficamos sabendo mais sobre a vida de quem pergunta do que daquele que responde. Cada um quer contar uma história, uma vantagem, mostrar um talento. Os convidados, visivelmente constrangidos, fazem esforço sobre humano para manter a simpatia.
Liderados pelo professor responsável um grupo de alunos, de alguma escola estadual de alguma cidade vizinha, levanta no meio do teatro e segue em direção a porta de saída. Provavelmente precisaram pegar o ônibus de volta e não puderam esperar os 40 minutos que faltavam para o fim da apresentação.
Tietagem explicita, voz embargada pelo choro contido, indignação diante do descaso do governo, reivindicação de melhores condições nos bairros e sugestões para angariar mais dinheiro foram ouvidas por nós.
A propósito, ótima s fala da Lucinha sobre voluntários. Compartilhamos a mesma opinião sobre o assunto.
Adoro a diversidade, a simplicidade com que as pessoas se comportam, o desapego, a coragem. As demonstrações públicas de inteligência, a falta de humildade explicita.
Adoro a atmosfera que toma conta da cidade em época de Feira do Livro.
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