Sobre o Conteúdo do Blog

Blog de histórias reais e de ficção.
Um lugar para expor opiniões que provoquem dor ou delícia!
Qualquer semelhança com histórias ou comportamentos reais poderá ter sido mera coincidência. Ou não!



quinta-feira, 7 de abril de 2011

O VANTAGINHA





 Você não sabe, mas conhece um. Não só conhece, convive com um.

Vantaginha:  1 -  Qualidade de quem QUER estar adiante ou se SENTIR superior. 
                      2 – Aquele que quer ter lucro; aquele que tira proveito de uma situação ou pessoa.


Esse adjetivo, criado pelo meu marido cabe para pessoas de vários níveis.

Caso 1- O vantaginha doutor.

Médico Oftalmologista que se recusa a dar receita de lente de contato para obrigar paciente a comprar dele, mesmo sabendo se tratar de atitude ilegal perante o CRM. Você denuncia e nada acontece. Além de vantaginha ele é esperto e quando questionado já tem uma ótima história pra contar que desacredita a sua versão e te coloca no chinelo.

Caso 2 – O vantaginha cliente.

Empresário contrata agência de propaganda, mas prefere comprar mídia, mesmo que inadequada, direto do veículo de comunicação para não pagar a comissão devida por lei. Você argumenta, mas perde o cliente. Ele até pode ser vantaginha porque tem o poder. Vai quebrar a cara, mas rindo porque acha que tá fazendo um baita negócio.

Caso 3 – O vantaginha contato.

Contato publicitário se esquece de fazer a reserva do seu cliente e manda um e-mail perguntando se não vai ter campanha naquele mês – detalhe:  o e-mail vem como resposta à reserva que você mandou há 15 dias e ela jura que não recebeu. Você telefona, discute, ouve um monte de merda, pede pra não ver a cara da fulana e consegue fazer a reserva sem maiores prejuízos para o cliente. Essa tenta ser vantaginha, mas é burra e tem chefe que se preocupa em manter um bom relacionamento entre agência/ veículo.

Caso 04 – O vantaginha a tira colo

Aquele namorado que te mata de vergonha de tanto que pede. Você vai ajudar uma mulher recém separada na partilha dos bens, leva o cidadão a tira colo e ele dá um jeito de sair da casa com um jogo de jantar, “de presente”. Esse é o próprio filho de cego. A solução é a clássica. Faça um acordo: você entra com o pé e ele com a bunda.

Caso 05 – O vantaginha da fila.

Você chega ao estádio para ver o seu time jogar. Percebe que não há a mínima organização. Se dá conta que só tem cavalo montado a cavalo, e meio dúzia de trogloditas armados até os dentes.
Fica pacientemente numa das 5 filas existentes por pelo menos uma hora e quando está prestes a passar pelo portão ele encosta. Encosta, puxa papo, vai ficando e quando você se dá conta, o vantaginha entrou junto com você.  Saída: Comece a gritar como se tivesse sido roubada e torça pra o cavalo montado no outro cavalo ouça e venha trotando em direção ao meliante.

Se você tem histórias de vantaginha bote a boca no trombone. Vamos acabar com esse mal que assola a sociedade.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Sebas !!








Janeiro de 79. Férias no Guarujá.

Adorávamos, depois da praia, partir ao encontro dos amigos e familiares hospedados em outras praias da cidade.
Nesse dia, fomos visitar Tia Adélia. Ahhh Tia Adélia, um amor de pessoa, mas falava o que pensava, sem filtro.
A Thati, minha irmã, então com um ano e três meses era uma fofa. Nasceu morena de pele e de cabelo - herança genética de nosso bisavô materno - e com o sol da praia ficou super pretinha. 
Chegamos ao pequeno apartamento na praia da enseada e foi uma alegria. Que delícia encontrar os primos, amigos e combinar as baladas.
Naquele dia estavam lá os netos da tia Adélia e três amigos meus de Pontal.

Lá pelas tantas tia Adélia - que não conhecia a Thati ainda -  falou pra minha mãe:

- Ah Tereza, teve uma “temporona”, né?
- É tia, a senhora viu? Depois de dez anos ela nos pegou de surpresa.
- Como chama a menina?
- Thatiana, tia.
- Credo Tereza, não tinha nome mais bonito pra colocar na menina? Tadinha! Tão bonitinha. Só porque ela é “meio pretinha”?
- Nossa tia, mas porque a senhora achou feio? Falei meio ofendida. (o nome Thatiana foi escolhido por mim)
- Uai, e alguém aqui acha Sebastiana um nome bonito, por acaso?
Risada geral.

De lá pra cá, ela virou “Bastianinha” para todos os primos e amigos que presenciaram a cena.
Meu irmão, quando surgiu o comercial da C&A com o Sebastian, resolveu incrementar e passou a chamá-la assim.
E essa foi a "evolução":  Nossa Thatiana querida, virou Sebastiana, Bastianinha e Sebastian. Prá Sebas, foi um pulinho.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Minha Irmãzinha !!

Thati, com mais ou menos 3 anos.





Quando ela nasceu eu tinha quase 14 anos. Foi uma festa!
Era meu bebê, minha bonequinha.
Trocava fralda, fazia dormir, dava mamadeira...
Brincava muito, dava bronca, tinha ciúmes dela com meu irmão.
Ela era um “muleque”. Aprontava mil, deixava o meu pai ainda de cabelos mais brancos. Mas a gente achava tudo lindo.
Quando cresceu eu a protegia, brigava por ela, queria que tivesse mais liberdade.
Era ouvinte – meio amiga, meio mãe. Acobertava as coisinhas erradas, ria muito das coisas que ela falava.
Pra mim ela é “pretinha” pro meu irmão ela é Sebas.
Eu e o Ale, meu irmão querido, no dia do casamento da Thati.

Aliás, o porque do “Sebas”, é uma história que merece ser contada numa outra oportunidade.
Tinha tudo pra ser uma menina mimada, fútil, sem iniciativa, mas...
... cresceu, resolveu fazer arquitetura, mudou pra minha casa aqui em Ribeirão.
Logo meus pais vieram atrás, não conseguiram ficar longe dela.
Quando meus gêmeos nasceram foi ela que me ajudou, que levantou de madrugada, que me levava pra dar vacina, fazer exames. Era a minha companheira.
Cansou do interior de voltou pra São Paulo, transferiu a faculdade da Unip para a Belas Artes.
Super competente trabalhou com gente famosa. Fez decoração na casa de Globais. E eu aqui, morrendo de orgulho dela!
Passou por poucas e boas, conseguiu dar a volta por cima. Mais um motivo de orgulho.
Sábado passado, quando a vi entrando LINDA na Igreja Ortodoxa Árabe em São Paulo, acompanhada pelo meu pai, que não se cabia de tanta felicidade, ao som de cornetas, trombetas, coral, desabei a chorar.
A igreja é simplesmente maravilhosa, dessas que nos deixam de boca aberta diante de tanto luxo.
A cerimônia, toda cantada, em alguns momentos me fez rir (perdoem !) parecia o comercial do Cream Cheese Philadefia, onde os anjos cantam a todo momento nas nuvens, sabe?
Emoção forte no momento dos cumprimentos. Alegria de ver tantos amigos e familiares reunidos na maior felicidade.
Os noivos chegando ao Clube Monte Líbano em São Paulo

A festa foi um caso a parte. Nunca em minha vida vi um lugar tão lindo, tão maravilhosamente decorado. E isso é a cara da Thati. Bom gosto e criatividade acima de tudo.


Mais uma vez fiquei de boca aberta de orgulho e emoção. Ela pensou cuidadosamente em cada detalhe. 

Detalhe da porta do banheiro feminino.

Da foto na porta dos banheiros, ao filme (desenho animado) contando a história dos dois.
Comecinho do filme que conta que ela é Sãopaulina e arquiteta.

Tinha chinelo, bigode, veuzinho de noiva para as solteiras que foram disputar o bouquet. 

Meu filho Raphael com o bigode distribuído na festa.


Eu, Thati e Carol (amiga de infância) com véuzinho.

Teve até máscaras com o rosto dos dois. Uma sarro!!

Eu com a máscara do Leandro e Jeff com a da Thati.

Diversão e emoção minuto a minuto.
Teve entrada dos noivos, o brinde, a valsa, o bolo. 
Leandro e Thati - As placas indicam a Lua de Mel e a próxima moradia

Tudo aquilo que normalmente vimos, mas tudo com um jeito diferente, mais bonito, mais feliz.
Era a minha bonequinha, minha filhotinha, minha irmã !
Agora aqui, escrevendo e lembrando de tudo isso, choro de novo de emoção.
No meu coração, confesso um pingo de tristeza. Eles vão passar dois anos nos Estados Unidos e a ideia de ficar esse tempo todo longe dela me deixa aflita.
Aflita, mas de novo orgulhosa de vê-la corajosa, realizada, feliz ao lado do homem que escolheu como companheiro e que apesar de Santista (rs) é uma pessoa maravilhosa.
Nesse momento (segunda-feira, 28 de Janeiro, 16h38) eles ainda estão voando rumo a Tailândia – São 22 horas de vôo. Sei que estão felizes e realizados.
Tudo bem que a gente teve que agüentar o Hino do Santos e o Baleião e a Baleinha na festa, mas valeu !!! rsrsrsrs
Baleião...... fazer o que né ??? rsrsrsrsrsrs

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ora pois.....




Era novembro e dois meses tinham se passado desde o atentado às Torres Gêmeas. Márcia voltava ao Brasil depois de 15 dias em Lisboa.
Procedimentos de segurança dos aeroportos não eram suficientes para trazer de volta a tranquilidade dos passageiros de bem.
Embarcou no Airbus A340 da TAP, assento A18.
Minutos depois um senhor, de mais ou menos 35 anos, ajeitou sua bagagem de mão no compartimento acima de sua poltrona e sentou-se na B18. Pelo sotaque ao cumprimentá-la, percebeu que se tratava de um Lisboeta.
Grande movimentação de passageiros se acomodando. Capacidade do avião: 274 passageiros.
Pouco antes da decolagem a comissária de bordo que passou fazendo suas verificações - orientando para que poltronas fossem posicionadas na vertical, arrumando bagagens mal colocadas - parou ao lado da fileira 18:

- Esta mala é sua? Perguntou, dirigindo-se ao homem da poltrona B
- Não, respondeu ele

Indignada com a resposta, Márcia começou a imaginar o que teria dentro daquela bagagem para que o dono a negasse assim.
Ficou inquieta, preocupada, desesperada. Já viu o avião explodindo, com todos indo literalmente pelos ares por conta da bomba escondida na mala do portuga.

Inconformada resolveu perguntar:

- O senhor me desculpe, mas eu vi quando chegou e acomodou a mala no bagageiro. Porque o senhor mentiu à comissária? A mala é sua.

- Nãoooo, a mala não é minha. É do meu primo. Ele me emprestou para esta viagem.


Você pode imaginar a cara da pobre Márcia? 




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