Sobre o Conteúdo do Blog

Blog de histórias reais e de ficção.
Um lugar para expor opiniões que provoquem dor ou delícia!
Qualquer semelhança com histórias ou comportamentos reais poderá ter sido mera coincidência. Ou não!



terça-feira, 22 de outubro de 2013

De onde fala?



Uma história baseada em fatos.  Colaboração da minha querida amiga Vânia Caridá.

- Alô
- Alô, de onde fala?
- Nemaval
- Ahh, oi ! Eu queria alugar 06 mesas e cadeiras.
- Aqui é Nemaval, a senhora ligou errado.
- Ah, obrigada.


- Alô
- Alô, de onde fala?
- Nemaval
- Quero alugar 06 mesas e cadeira.
- Então, já falei pra senhora. Não é daqui.
- Ah, desculpa!!


- Alô
- Alô, de onde fala?
- Nemaval
- Quero alugar 06 mesas e cadeiras.
- Pois não, pra quando?
- Para domingo, dia 03 de novembro.
- Qual horário?
- Então, se puder entregar no sábado é melhor.
- Claro, senhora.
- Qual o valor?
- Olha tá saindo R$ 15,00 o jogo.
- Tá bom.
- A Senhora não quer levar a vermelha?  Tá em promoção. R$ 10,00 o jogo.
- Ahh, que bom. Quero sim.
- Pode me passar o endereço?
- Sim, Rua Monsenhor Lélis, 25.
- Como é o nome da senhora?
- Claudete.
- Ok, Dona Claudete, sábado às 18h estaremos aí.
- Muito obrigada, viu, minha filha!


Tem gente que pede, né?????

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Outubro Rosa 2013


Há dois anos escrevi aqui mesmo no blog, sobre o OUTUBRO ROSA. Na época mostrava meu inconformismo diante das ações “pra inglês ver” nos sites de relacionamento e na mídia em geral.

Hoje, pela primeira vez, ouvi o que há muito ansiava: “O Outubro Rosa pretende alertar as mulheres da importância do diagnóstico precoce”.

É isso !!! Diagnóstico Precoce.

Não me venha pedir para compartilhar coraçãozinho no Facebook em segredo, nem para dizer uma fruta, uma cidade, uma idade. Não me peça para colocar a mulherzinha pra caminhar por e-mail !

Isso tudo é bobagem. Compartilhar não te faz imune à doença.

Quer ajudar?
Perfeito!
Vamos falar abertamente sobre a doença que me acometeu há 13 anos e eu nem fazia parte do dito “grupo de risco”.

Primeiro: O nome é câncer. Não é C.A, não é “aquela doença”.

Segundo: Procure seu médico pelo menos uma vez ao ano. Religiosamente!!!
Faça mamografia, quando ele te indicar.
Não tenha medo do exame. Não tenha medo do resultado. Medo não impede que o câncer apareça.

Apareceu um nódulo?
Tudo bem!
Peça uma biópsia com punção guiada por  ultrassom. O resultado é mais seguro.
Só para constar: Quando descobri o meu nódulo, fizeram uma punção às cegas e o resultado foi: Displasia Mamária. Se não tivesse uma médica conscienciosa para me alertar a tirá-lo, provavelmente não estaria aqui para contar a história.

O nódulo era um câncer?
Tudo bem!
Faça o tratamento. Com garra e fé. Tudo passa e os cabelos voltam a crescer. Eu juro!!!

Para ilustrar: Passei por quadrantectomia, esvaziamento axilar e 6 sessões de quimioterapia que me deixaram gorda e careca. Um ano e meio depois ele voltou em dois pontos. Menores, mas ativos!
Fui submetida a uma mastectomia radical e colocação de uma prótese que deixou meus seios totalmente fora de simetria, mas me deixou com os dois seios. Perdi mamilo, bico e fiquei com duas baitas cicatrizes, fiz mais 6 sessões de quimio, ganhei mais quilos e fiquei com ainda menos cabelo.

MAS PASSOU !!!

Estou ótima, faço exames regularmente e me sinto totalmente fora de perigo.

Então, sendo repetitiva, o que tenho a dizer sobre o OUTUBRO ROSA é o seguinte:


Diagnóstico Precoce. É isso que salva a vida. 

domingo, 22 de setembro de 2013

A estética Rogério Ceni !!!


Rogério faz parte daquele grupo de pessoas que agrada muita gente por pouco tempo e depois pouca gente por muito tempo. Nesse momento, encontra-se em vertiginoso declínio – pelo menos pra mim, que o acho o Ó.

Preciso reconhecer que o cara, por muito tempo, soube jogar – em todos os sentidos. Quando seu rendimento começou cair, e jogar bem deixou de ser natural, ele passou a se jogar. Se jogar no chão, se jogar na mídia, se jogar pra cima do treinador - quando julgou que ele não servia mais.

Algumas vezes avançou. Avançou três passos indecentes em direção ao batedor do pênalti do Corinthians, achando que o seu jogo fosse funcionar. Ledo engano.

A estética “rogério ceni” é a da auto valorização, da hipocrisia, do criar dificuldade para vender facilidade e tem correspondentes fora dos campos de futebol.

Você aí, com certeza, tem um cidadão desses sentado na sua sala de trabalho. Ou pelo menos teve. O sujeito que chega às 7h e bate o ponto orgulhoso, liga o computador, clica na web da empresa, dá uma olhadinha, responde alguma mensagem que eventualmente tenha recebido e então parte para seu momento “rogério”. Interfere no trabalho de todo mundo, dá pitacos em áreas que não são a sua, faz intriga em busca de benefício próprio, ou no mínimo, para não deixar que um colega leve algum mérito que afete a sua fama de “bom moço”. Sai para almoçar, volta dentro do prazo e continua sua saga entre as salas da “repartição”. 
Vez ou outra acompanha os colegas fumantes fora do prédio onde - em rodinha -falam mal da vida alheia e passam cantadas baratas e clichês nas mulheres que dão o azar de circular pelo pedaço. 
Mostra-se mais bem informado e inteligente que o resto do grupo mas no fundo é raso e óbvio. E o pior: é ouvido como uma autoridade.

As 17h reúne suas poucas coisas, bate novamente o ponto, e segue para casa feliz do dever cumprido. Ou podemos dizer comprido?

Para o chefe do D.P. é o exemplo do bom funcionário. Para o seu chefe, é o exemplo do bom funcionário, para os colegas é o exemplo do bom funcionário. Para os que trabalham e enxergam é o exemplo ambulante da hipocrisia.

Na estética “rogério ceni”, também se encaixa aquele colega vaidoso, de fala mansa, cumpridor de horário e compromissos, que vive contando em alto e bom som – ou tom ? – suas aventuras amorosas fora do casamento. Aquele, que olha para todas as mulheres como se estivessem disponíveis e ávidas por sua companhia. O mesmo, que tem um caso com a outra colega que passa a perseguir essas mulheres porque não tem coragem de dar um chega pra lá no malandro sedutor.

Sabe aquele seu companheiro de trabalho que adora sair na foto quando fecham um ótimo negócio que ele só teve participação dando o palpite errado? E aquele que te cumprimenta, depois de terminar um trabalho com sucesso, como se ele fosse o chefe? Então, esses também podem se encaixar no jeito “rogério” de ser.

E aquele, que sempre tem uma ideia brilhante para resolver um problema do setor, mesmo que isso coloque todas as cabeças a prêmio? Ahh, esse merece plaquinha - daquele que lembram as de patrimônio - no pescoço, impressa “sou rogério, sou mais eu”.

Enfim, se você não é torcedor do São Paulo vai entender de primeira toda a analogia que fiz. Se for, vai ter um tanto de dificuldade porque faz parte daquele grupo que Rogério vai enganar por mais tempo.

Mas fique tranquilo, ninguém engana todo mundo o tempo todo. Ninguém !!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Quanto vale um amigo?

Descartar pessoas pode ser considerado uma atitude de defesa do ser humano. Ficamos sempre tentados a isso quando somos contrariados.
O que difere pessoas equilibradas de outras, nem tanto, é a capacidade que têm de administrar as incompatibilidades.
Imagine um mundo onde todos fizessem a mesma coisa e pensassem da mesma maneira. Nossa, me deu uma preguiça monstro agora. Tudo bege, tudo pasteurizado.
A diversidade é produtiva, rica, cheia de contrastes mas dá trabalho. Somos capazes de passar anos ao lado de pessoas que concordam conosco em quase tudo, mas não suportamos muito tempo os “do contra”. Questão de afinidade, dirão. Sim, fato. Mas as afinidades não são garantia de 100% de concordância. Há de se ter carinho e compreensão nas relações que se estabeleceram, muitas vezes, por anos.
Até aqui nenhum segredo, não é?
A minha inspiração para essa reflexão está no fato de não me conformar com algumas ações que vejo em pessoas, teoricamente, de bem.
Acho que a proximidade dos meus cinquenta anos também tem peso nisso tudo.
Ao longo da minha vida tive amigos e “amigos” e o que os difere é justamente a capacidade que tivemos de lidar com nossas diferenças. Meus amigos, poucos, pouquíssimos – mal cabem na palma de uma mão – entendem minha forma de ser. Respeitam minhas opiniões, mesmo quando contrárias as suas e jamais questionam  minha fidelidade a eles.
Enquanto isso, na contra mão, temos os pseudos amigos. Os que gostam da quantidade e batizam qualquer ser que respire e acene com um sorriso de “meu amigo”. Esses são seres raivosos quando contrariados. Logo partem para a ignorância sem ao menos se darem ao trabalho de racionalizar a sua fatia de culpa em qualquer intercorrência na relação. Podem expressar a sua ira com xingamentos e agressões verbais graves, passando por acusações e criação de boatos ou entrar no terreno das indiretas. Há ainda os que saem de fininho e abandonam o barco sem maiores alardes e, diga-se de passagem, esses são os que tem o meu respeito.
Não consigo conceber uma relação de 10, 15, 20 anos que se abala porque uma das partes se fecha, fingindo não saber como é o outro e se mostra surpreendido e ofendido diante de uma atitude simples, sem novidades. Uma atitude super previsível, se enxergássemos a pessoa como ela é e não como gostaríamos que ela fosse.
Descartar um amigo é um ato covarde. Nos desobriga a reflexão.
Descartar pessoas, quando nos fazem mal é válido é recomendável. Mas é de bom tom que não façamos alarde disso. E essa carapuça muito me serve!
Conte os seus amigos, dentro dessas premissas – compreensão, afinidades, respeito e fidelidade – e avalie com quantos deles você poderá contar quando resolver ter uma opinião divergente do grupo.
Avalie quantos permanecerão ao seu lado quando você estiver chato, de TPM ou em depressão e pior: quantos deles continuarão sorrindo quando você estiver fazendo muito sucesso ou ganhando muito dinheiro.
Bons amigos custam caro !!!! E não estou, absolutamente, falando de dinheiro.

Quanto vale o seu amigo?  
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