Sobre o Conteúdo do Blog

Blog de histórias reais e de ficção.
Um lugar para expor opiniões que provoquem dor ou delícia!
Qualquer semelhança com histórias ou comportamentos reais poderá ter sido mera coincidência. Ou não!



segunda-feira, 11 de abril de 2011

O Outro Lado do Bullying

Ilustração criada para a Campanha Posso Falar do Comitê da Serra da Misericórdia.



Será que sou só eu que acho que viver está ficando cada dia mais chato?E que as pessoas estão com sérios problemas em suas vidas pessoais e resolveram "cagar regras" pra vida dos outros?

Não sou a favor de homofobia, nem de racismo nem de bullying. Vamos deixar isso bem claro desde o começo. Apenas senti necessidade de ponderar algumas coisas que tenho visto e ouvido, principalmente depois dos casos Bolsonaro e Realengo.

Claro que o Bolsonaro é um boçal (um trocadilho infame me persegue: Boçalnaro!), mas vamos avaliar sem paixão? O que é pior: A pergunta provocativa da Preta Gil, a veiculação intencional do CQC ou a resposta cretina, mas sincera do deputado em questão?
O cara é um ignorante. E todo ignorante é digno de pena. Agora, quem é pior: ele ou a população que o elegeu como representante?

Aí vem o outro ponto que me deixa um tanto quanto indignada: Meia dúzia de pessoas tentando desesperadamente provar que o tal do maluco do Realengo matou porque foi vítima de bullying. Pergunto: Caso, a história do Bolsonaro não estivesse ainda quente na mídia e nas redes sociais, estariam essas pessoas tentando fazer essa relação: Leio pessoas dizendo que as vítimas do deputado de hoje serão o Wellington de amanhã. Será?

Não fui exatamente um modelo de beleza na minha adolescência. Melhorei muito com o passar do tempo – só por aí já dá pra imaginar o que era.  Muita gente tirava sarro de mim o tempo todo, por conta das espinhas imensas, dos óculos fundo de garrafa e do aparelho nos dentes. Hoje seria bullying, caberia processo. Naquela época fazia parte do aprendizado.
Sabe como meus pais lidavam com isso? Sem frescura. Simples assim. Minha mãe dizia: Se o que eles falam te incomoda, mude! Vamos colocar lentes de contato, vamos fazer um tratamento de pele. E é isso. Graças ao “bullying” resolvi cuidar melhor de mim.
Sei que estou falando de um caso leve, mas quantos casos leves hoje em dia, são levados as últimas consequências e acabam tomando uma proporção maior do que deveriam ter?

Penso o seguinte: Esses pais que apóiam, sem uma avaliação cuidadosa, os filhos que se dizem vitimados por esse tipo de bullying estão dizendo nas entrelinhas:
 - É filho, você é mesmo um coitado. Vamos processar, porque você é incapaz de mudar isso sozinho através de atitudes produtivas.

Há dois anos, meus filhos gêmeos foram parar com mais 3 amigos no Fórum, em frente ao promotor de justiça acusados de prática de bullying contra uma colega de classe.
Fizeram isso mesmo? Posso afirmar que não. E afirmo tranquilamente, porque sou o tipo de mãe que não passa mão em cabeça de filho.
A coleguinha de sala foi chamada pela professora de “bonequinha”. Diante da sala lotada a menina a corrigiu:
- Não professora, não sou bonequinha, sou macaquinha.
Pronto! Prato cheio pra classe cheia de moleques normais de 12 anos. Detalhe, a menina não é negra.
Indignado com o apelido da neta – que ria junto com os meninos – o avô resolveu fazer boletim de ocorrência e lá fomos nós, perder dia de trabalho pra explicar o inexplicável.

Será que são os apelidos e as gozações na adolescência que produzem esse tipo de assassino? Não estão transferindo responsabilidades e simplificando a coisa, quando afirmam isso?

Ai é que vem a coisa chata: Diante da dúvida não podemos mais brincar nem falar o que pensamos. É a vida perdendo a espontaneidade. Isso é positivo?

Será que as pessoas não têm mesmo o direito a pensar diferente? Devemos então viver no mundo robótico que o “caga regras” nos impuser?

Olha, eu quero manter o meu direito de pensar, falar e sentir o que bem entender. E gostaria de poder usar meu direito de liberdade de expressão sem correr riscos de processos e prisão.
Fui educada e bem educada. Convivo com pessoas que me fazem pensar e refletir. Leio, analiso e me permito ter opinião. E não posso manifestar? Tenha santa paciência.

Se o Bolsonaro é um cretino, porque é que têm tanta gente dando eco as barbaridades que ele falou? 
 - Ahhh, porque a gente tem que combater isso !! Responderão alguns. 
E eu pergunto: - É assim mesmo que se combate esse tipo de gente?
Lembrando que depois dele outros políticos resolveram se manifestar na mesma linha. Objetivo: defender um ponto de vista ou conseguir seus 15 minutos de fama?

Se o Wellington já era tido pela família como um cara esquisito, porque é que não cuidaram dele? Porque fizeram vista grossa a série de “recados” que ele mandava há anos? Aí, fica fácil transferir a responsabilidade para a sociedade dizer que ele foi vítima de bullying. Daqui a pouco ainda vão dizer a pérola máxima: A culpa é do governo !!!

O fato, minha gente, é que vida tá muito chata. Multas, proibições, regras, regras, regras. Teorias de conspiração e mais teorias infundadas que são difundidas com força por gente sem critério.

Não concorda? Perfeito. Adoro não ser unanimidade!!!
Vem gente!!!
Vem falar o que pensa!!!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O VANTAGINHA





 Você não sabe, mas conhece um. Não só conhece, convive com um.

Vantaginha:  1 -  Qualidade de quem QUER estar adiante ou se SENTIR superior. 
                      2 – Aquele que quer ter lucro; aquele que tira proveito de uma situação ou pessoa.


Esse adjetivo, criado pelo meu marido cabe para pessoas de vários níveis.

Caso 1- O vantaginha doutor.

Médico Oftalmologista que se recusa a dar receita de lente de contato para obrigar paciente a comprar dele, mesmo sabendo se tratar de atitude ilegal perante o CRM. Você denuncia e nada acontece. Além de vantaginha ele é esperto e quando questionado já tem uma ótima história pra contar que desacredita a sua versão e te coloca no chinelo.

Caso 2 – O vantaginha cliente.

Empresário contrata agência de propaganda, mas prefere comprar mídia, mesmo que inadequada, direto do veículo de comunicação para não pagar a comissão devida por lei. Você argumenta, mas perde o cliente. Ele até pode ser vantaginha porque tem o poder. Vai quebrar a cara, mas rindo porque acha que tá fazendo um baita negócio.

Caso 3 – O vantaginha contato.

Contato publicitário se esquece de fazer a reserva do seu cliente e manda um e-mail perguntando se não vai ter campanha naquele mês – detalhe:  o e-mail vem como resposta à reserva que você mandou há 15 dias e ela jura que não recebeu. Você telefona, discute, ouve um monte de merda, pede pra não ver a cara da fulana e consegue fazer a reserva sem maiores prejuízos para o cliente. Essa tenta ser vantaginha, mas é burra e tem chefe que se preocupa em manter um bom relacionamento entre agência/ veículo.

Caso 04 – O vantaginha a tira colo

Aquele namorado que te mata de vergonha de tanto que pede. Você vai ajudar uma mulher recém separada na partilha dos bens, leva o cidadão a tira colo e ele dá um jeito de sair da casa com um jogo de jantar, “de presente”. Esse é o próprio filho de cego. A solução é a clássica. Faça um acordo: você entra com o pé e ele com a bunda.

Caso 05 – O vantaginha da fila.

Você chega ao estádio para ver o seu time jogar. Percebe que não há a mínima organização. Se dá conta que só tem cavalo montado a cavalo, e meio dúzia de trogloditas armados até os dentes.
Fica pacientemente numa das 5 filas existentes por pelo menos uma hora e quando está prestes a passar pelo portão ele encosta. Encosta, puxa papo, vai ficando e quando você se dá conta, o vantaginha entrou junto com você.  Saída: Comece a gritar como se tivesse sido roubada e torça pra o cavalo montado no outro cavalo ouça e venha trotando em direção ao meliante.

Se você tem histórias de vantaginha bote a boca no trombone. Vamos acabar com esse mal que assola a sociedade.
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