Sobre o Conteúdo do Blog

Blog de histórias reais e de ficção.
Um lugar para expor opiniões que provoquem dor ou delícia!
Qualquer semelhança com histórias ou comportamentos reais poderá ter sido mera coincidência. Ou não!



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

HO HO HO... owww !!!!


Muita gente vai achar minha postura antipática - pra variar - mas essa coisa de “espírito de natal” parece uma entidade mal resolvida que uma vez por ano resolve aparecer.

Não sei exatamente onde fica o chip que a gente aciona nessa época pra ficar tão piegas. Talvez eu tenha nascido sem ele.
Nem vou entrar na vibe do revolts que faz o discurso sobre o consumismo, isso é para outra conversa.

De fato nunca fui exatamente religiosa. Nunca engoli discurso de padre, de pastor, de qualquer ser que se acha especial o suficiente para falar em nome de Deus. Questiono. MUITO! Não acredito no Deus que a maioria das pessoas acredita, o meu tem mais o que fazer, do que tentar transformar seres humanos em ovelhas.

Tenho fé! Acredito, por exemplo, em reencarnação, mas acho o discurso espírita chato demais. Extrapolado, exagerado, apaixonado demais da conta.
Não vejo Jesus da forma como os católicos, evangélicos e afins vêem. Acho que ele foi um grande homem, um grande político, um grande fomentador de ideias. De verdade, duvido de algumas palavras que colocam na boca dele e acho que viajam em algumas atitudes atribuídas ao “filho de Deus”.
Por conta de tudo isso, não me comovem as mensagens natalinas. Não me inspiram, não me tocam. Acho falso, forçado. Palavras escritas, uma ao lado da outra, sem nenhum sentido real.

Peço desculpas pela falta delas na minha timeline. Peço desculpas pela falta de e-mails, cartas, telegramas, mensagens sms e telefonemas com esse teor.

Mas tenha certeza de que DESEJO: Desejo que amanhã todo mundo esteja ao lado de quem ama. E não porque é Natal e sim porque é um dia em que podemos fazer isso... feriado, verão... tem um clima, não posso negar. Desejo que seja divertido, como deve ser sempre um encontro de amigos. E desejo que isso se repita sempre, independente da data.

Esse ano tive a felicidade de celebrar vários “natais”. Reencontrei amigos queridos virtual e fisicamente. Rimos, relembramos, cantamos, nos abraçamos, dançamos e até choramos de emoção. Uma verdadeira celebração !!

Cada encontro com meus amigos, meus pais, primos, tios, irmãos é sempre um momento de alegria, até quando não é. 
E se alguém souber em que Centro o tal espírito de natal vai baixar, me avisa. Tem um montão de coisas lá, que ele tá trazendo pra mim. Pelo menos, foi isso que me disseram.


Em tempo: Amo o Ano Novo. Parafraseando Carlos Drummond de Andrade, acho genial quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias.....

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

DECEPÇÃO !!!


Os relacionamentos humanos nunca são exatamente simples. Convivemos com pessoas criadas em outros moldes, sob outros pontos de vista, com outros valores. Ainda assim, é o melhor desafio da vida.
Na infância nos decepcionamos com a amiguinha de sala que dividiu o sanduíche de geléia de uva com outra. Ficamos tristes, frustradas, mas dois recreios depois estamos correndo juntas, como se nada tivesse acontecido.
Com o passar do tempo, as decepções vão ficando mais graves e a capacidade de esquecer menor.
Lembro-me de ter decepcionado uma grande amiga na adolescência. Minha auto-estima abaixo do cú da cobra me impulsionava a tomar atitudes ridículas e infantis. Como se eu tivesse assim, 14 anos de idade. Isso me impediu de ver o quanto eu iria magoá-la. Felizmente, fui capaz de reconhecer, pedir desculpas e ela teve a grandeza de me perdoar. Somos amigas até hoje.
Já mais velha, logo depois que me separei, tive a minha primeira grande decepção com uma pessoa que considerava amiga com A maiúsculo. Mesmo quando todas as minhas outras amigas me falavam:
- “Cuidado, Chris. A fulana é invejosa. Ela não é sua amiga. Ela te vampiriza, ela quer o seu lugar” - eu relevava e dava crédito para a pobre coitada.
(Pobre coitada?!?! , você vai dizer. Sim, uma pessoas desprovida desse tipo de habilidade morre sozinha, né não?)
Claro que tomei um grande tombo quando, entre coisas, soube que ela disse:
- A Chris não é digna da minha amizade. Uma pessoa com câncer, como ela, que ta doente por culpa dela mesma não merece ninguém!!!
Chorei litros, revi minhas posturas e risquei do meu caderno pra sempre.
Há 4 anos, fiquei muito tempo longe de duas pessoas que amo muito. Foi uma tristeza tão grande! Chorava quase que diariamente no começo. Inconformada com tudo. Com a injustiça, com o julgamento errado, com as mentiras que contaram pra eles. Uma decepção. Tudo por conta de seres do mal que adoram ver o circo pegar fogo.
Felizmente eles reconheceram que exageraram no julgamento e hoje podemos conviver como antes. Sem mágoas. Nem tocamos mais no assunto.
Semana passada levei a maior das facadas dos últimos  tempos. Na hora que soube perdi o chão, fiquei sem ar. Tudo muito gratuito, sem motivação, sem justificativa aparente.
Diferente das outras decepções que tive, não derramei lágrima, não procurei o pobre coitado para tirar satisfações. Simplesmente deletei.
Do Facebook,
Do Twitter
Da VIDA.
Tudo foi mais fácil graças a bendita maturidade de entender que as pessoas não podem ter atitudes diferentes comigo e com os outros. Explico:
Se o cidadão tinha sempre uma fofoca, uma palavra desagradável, um “bafão”, como ele mesmo dizia, para descrever ou falar sobre as pessoas, porque é que seria diferente comigo?
Só porque quando todos estavam contra estive a favor?
Só porque quando todos criticavam, eu botava panos quentes?
Só porque quando todos queriam distância, eu acolhia dentro da minha casa?  
Só porque quando todos duvidavam, eu acreditava sem questionar?
É, isso é nada para quem perde o amigo mas não perde a fofoca.

Não lamento por nada.
Sou crédula. Sou entregue. Sou boba!!! E vou continuar sendo assim, com meus novos e meus velhos amigos, até que eles provem que não merecem minha devoção.

Sem modéstia, sei que sou uma boa amiga. Mas quer saber?
Quando sou boa, sou ótima, mas quando sou ruim, sou melhor ainda.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O Corinthians e eu !



É, não temos Libertadores... (by the way, precisam renovar os estoques de piadas e cobranças sobre o PENTACAMPEÃO Brasileiro, né? Cansativo e nada original).
É, ainda não temos estádio. AINDA!
Tá, temos menos Copas do Brasil, menos Brasileiros. Menos qualquer coisa que vocês queiram nos jogar na cara. Mas temos MAIS: Títulos do Paulistão e uma torcida que exala amor e fidelidade. Uma torcida maior do que qualquer outro time. Nada a contestar.

Vou contar aqui, como começou a nossa história.

Nunca fui ligada a futebol. Torcia na Copa do Mundo e era simpática ao São Paulo Futebol Clube por influência do meu pai e irmão. Namorei alguns corinthianos e nenhum deles teve a competência de me mostrar o que era o time, a torcida, a “religião”. Na verdade, por conta de um deles, cheguei a desenvolver uma aversão ao time. O cara era tão irônico e mal humorado que devia ser proibido de torcer pelo Timão. O Trabzon Spor é uma boa opção para esses casos. Mas deixemos o passado de lado.

Há pouco mais de 3 anos o Corinthians veio a Ribeirão jogar contra o São Caetano no Santa Cruz. Meu marido, um competente torcedor do Timão me fez uma proposta:
- Amor, quer ir comigo ao jogo?
Eu mais que depressa aceitei. Não perco oportunidade de ficar ao lado dele.
Ai veio a pérola – até hoje rimos disso:
- Isso ( isso= eu ir ao jogo) não significa, em hipótese alguma, que quando o São Paulo vier jogar aqui, eu vá com você. Tudo bem ??? Topei.
No Santa Cruz - meu primeiro jogo.

Saí do estádio absolutamente Corinthiana de corpo e alma. Passei frio, tomei garoa, cantei, dancei, gritei, fiz Ola (8 vezes) e me diverti muito. Detalhe: estávamos na segunda divisão.
A partir daí a paixão foi crescendo.
Chorei e alegria quando subimos pra primeira divisão e de tristeza quando perdemos Mano Meneses.
Comemorando a volta pra primeira divisão!

Passei a entender de futebol e meu marido e eu falamos sobre o assunto como dois “manos”!! rsrs
Fiquei puta quando perdemos pro Tolima na pré Libertadores -  tudo porque empatamos com o Goiás, já rebaixado. Agüentei firme todas as piadas.
Perdemos pro Santos a final do Paulista e agüentei meu cunhado rindo da minha cara. O cara é tão Santista que no casamento dele com minha irmã, contrataram as mascotes do Santos para animarem a festa.

Fiquei feliz quando o Ronaldo chegou e desolada quando o Willian resolveu parar.

Em Outubro, quando o Adriano estreou estávamos no Pacaembu. Mal pude conter as lágrimas quando me vi dentro do estádio. Muita emoção!!!
No Pacaembú - estréia do Adriano

Domingo passado chorei muito. A imagem dos jogadores no círculo central do campo com as mãos pra cima, como fazia o Sócrates me deixou muito emocionada. No final do jogo, não conseguia parar de chorar. Bom, como diz meu marido não sou parâmetro. Choro até em inauguração de semáforo. Mas juro que vi uma gotinha no canto do olho dele também !!!
Comemorando o PENTA.

Saímos pela cidade, com bandeira no carro, devidamente uniformizados e buzinando SIM !!! Muuuito. Enlouquecidamente.
Li críticas sobre isso no Twitter e querem saber? To pouco ligando pra aquilo que pensam. Quem critica não sente e só posso lamentar que as pessoas não experimentem uma sensação assim.

Falem, falem o quanto quiserem. Critiquem, ofendam, tirem sarro... podem ficar a vontade.

O que temos é maior que tudo isso.
O que temos poucos terão oportunidade de experimentar.
O que temos é único: É Corinthians !!!!!

FELIZ !!!!!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ORGULHO NEGRO – Precisa?





O Jornal Hoje está fazendo essa semana, uma série de reportagens com o título acima em homenagem ao dia da consciência negra que foi no último domingo.

Não tenho nenhum tipo de preconceito, nunca tive. Nenhum mesmo. Meus filhos poderão ser gays. Poderão se casar com quem bem entenderem: negros, amarelos ou vermelhos. Por isso me sinto muito a vontade para colocar alguns incômodos relacionados com o esse ORGULHO.

Não temos o dia da consciência branca e se houvesse, seria considerado preconceito.
Os negros têm cotas nas universidades: Nada mais preconceituoso que isso. -Ahh, (alguns vão dizer) eles tiveram menos oportunidade no passado, eram minoria, menos favorecidos! Minoria? Está provado que a minoria é dos brancos. Aliás, se vamos falar de minoria, falemos dos ruivos. Vamos criar cotas para eles também?
Cotas deveriam ser baseadas na renda da pessoa,  independente de cor, raça, credo ou opção sexual (Não achei outro modo de dizer isso apesar de não acreditar que ser homossexual seja exatamente uma opção)

Negro pode chamar o branco de “ branquelo aguado”, mas ai do branco se chamar o negro de “negão”!!
Por conta do politicamente correto, estamos fadados a não mais brincar com amigos e conhecidos com medo de um processo judicial.
Pior, se temos na empresa um funcionário negro ineficiente na função e o mandamos embora, corremos também o risco de um processo de racismo.
Um amigo meu, outro dia, ao questionar uma funcionária sobre um objeto que apareceu quebrado foi acusado, aos gritos de racista:
- Você ta me perguntando se eu sei quem quebrou, mas no fundo você acha que fui eu. E só porque sou pretinha!
Pode?

A matéria do Jornal Hoje na segunda-feira mostrou uma escola onde, segundo a socióloga Vilma Reis:  “desde muito cedo, as crianças aprendem que são capazes”. Quero entender: Porque é que as crianças negras precisam disso? Não tem ai um preconceito embutido? Pra mim as pessoas são capazes, independente da cor. E às vezes não são capazes mesmo, independente da cor.

Quando descobrimos que o maior comerciante de escravos do país era negro e que a grande maioria dos caçadores dos negros fugitivos também, chegamos à conclusão de que talvez a escravidão tenha sido um erro cultural e não racial.

Nossos negros resolveram se intitular de uns tempos pra cá de: Afro- Brasileiros. Uai, minha gente, não saiu aí um estudo do nosso código genético que mostrou que independente da cor da pele, somos todos africanos?

Fico preocupada com esse tipo de matéria, de revista, de programas de incentivo que mostram que existem diferenças.

Pra mim ORGULHO NEGRO é uma forma disfarçada de se promover o racismo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

ENGODO 2


A história  “mal contada” de Zezé e Luciano me fez refletir sobre outros engodos que nos rodeiam.

Eles começaram tímidos, invadindo nossas caixas postais de e-mail, depois tomaram os celulares – com premiações espetaculares e agora são os chatinhos do Facebook. Houve um tempo que tentaram uma participação especial no Orkut, mas o formato do site de relacionamento não permitia grande vazão.
Agora, o Face é o prato cheio. Praticamente o Cú e a Calça. Argh! Compartilhou e ta feito.

Sábado levei uma “chamada” de uma mocinha que postou um pedido de ajuda para um adolescente, que supostamente levou seis tiros do padrasto, precisa de cirurgia, e que “o pessoal” do Facebook iria depositar R$ 0,45 a cada mensagem compartilhada.

Eu particularmente tenho medo desses “o pessoal” “eles” “o mesmo”. A “chamada” aconteceu, porque num rompante de irritação diante da invasão do tema na minha timeline comentei que isso era um engodo. Ela disse que respeitava minha opinião e que eu devia respeitar a decisão dela de compartilhar. Enfiei minha viola no saco e pedi desculpas. Ela tem razão, mas não me conformo facilmente com as coisas. Acho o Ó alguém se aproveitar da boa vontade e ingenuidade das pessoas para fomentar informações mentirosas.

Ontem apareceram pelo menos 4 fotos do mesmo cara , com a mensagem de que estaria sem identidade, internado no HC de Ribeirão. Gente, esse cara foi encontrado pela família em Maio desse ano. Sinceramente me irrito profundamente com a facilidade com que as pessoas repassam informações sem checar.

Quem nunca recebeu um e-mail dizendo que desodorante antiperspirante causa câncer de mama; Que a menina Yasmin, de apenas 4 anos  foi seqüestrada;  Que a Raissa / Amanda, filha da Cida/Bianca tem Epidermólise Bollhosa?  Só pra constar:
O e-mail sobre a Coitada da Yasmin roda tem tanto tempo que ela quando sair do cativeiro vai estar dirigindo o carro dos seqüestradores. A tal da Raissa continua sem um centavo na conta corrente- “o pessoal” ia depositar alguns centavos na conta dela só pelo repasse do e-mail – mas de verdade precisamos realmente encontrá-la: Faz 10 anos que os e-mails circulam e ela continua com 7 aninhos. Talvez tenhamos descoberto o elixir da juventude, né não?

E o molequinho, filho daquele diretor do Banco do Brasil de Franca?– pode ser de Curitiba também. Nossa!!! ESSE  é verdade!  Ele é conhecido do irmão daquele vizinho da madrinha da tia daquela moça, que faz unha naquele salão, onde a manicure é cunhada da ascensorista do prédio em que o médico da avó daquele colega de futebol do sobrinho do motorista de ônibus da linha que a sua empregada pega. Então, ele foi seqüestrado e já localizado - faz uns 145 anos, mais ou menos - mas eu ainda recebo e-mails desesperados pedindo pra divulgar a foto do pobre coitado.

Ahh, a propósito: A Nokia não vai te dar um celular de graça, a Nestlé não vai te mandar um cesta de produtos,  Chico Xavier não tem oração nenhuma que te faça emagrecer, A Erickson não vai te dar um notebook e não vão aparecer duas luas no dia 27 de agosto.
Somos todos versões virtuais da Velhinha de Taubaté ! Quem nunca se pegou olhando o número da caixinha de leite Tetra Pak no supermercado por conta do e-mail que afirmava que as coitadas eram incessantemente reutilizadas?

O fato é que precisamos ser mais responsáveis e menos ingênuos. O segredo é: Checar antes de repassar.
Se você não pode perder tempo fazendo isso não repasse. Se não tempo a perder, nem eu !!!


A título de curiosidade: A foto em que o ex presidente Lula aparece lendo Paulo Coelho de ponta cabeça é uma montagem!
O moleque não que levou 6 tiros do padrasto para salvar a irmã de 2 que estava sendo violentada por ele não existe!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

ENGODO

Foto do Site: o poliglota.com

s.m. Isca ou ceva para apanhar peixes, aves etc.
Chamariz, atrativo, astúcia sedutora e enganosa: o engodo fácil do prazer.
Adulação, lisonja, bajulação astuciosa.



Há muito tempo eu não via tamanho engodo como essa história do Zezé de Camargo e Luciano. Sei que é perigoso afirmar sem provas, mas alguém duvida de “armação”? Porque, de verdade, se não for, vamos indicar um Pai de Santo pra família. Primeiro a “pobre” Vanessa e agora pai e tio. Ôooo Dó!

Não precisa ter muito conhecimento do meio artístico para saber que paga-se, e muito bem, para aparecer na grande maioria dos programas da TV aberta. Se paga também, para tocar nas emissoras de rádio. É o conhecido Jabá.

Na década de 90 trabalhei na Rádio Manchete, em São Paulo. Na época o jabá vinha disfarçado de TV, vídeo cassete, aparelho de som e, se fosse muito legal, de computador. O diretor artístico da emissora negociava com os divulgadores das gravadoras coisas para a rádio e coisas para si. Fato.

Nos anos de 2002 e 2003 trabalhei na Luar Music – gravadora do Raul Gil e vi, artistas de muito talento nunca serem convidados para programas importantes. Vi o quanto se pagava para aparecer em programas como Gugu Liberato, Fausto Silva e Hebe. Na época, só conseguíamos fazê-los aparecer na Band – Gilberto Barros - que nada cobrava para tê-los participando das gincanas que aconteciam no programa.
Os únicos que tiveram um investimento para tocar nas emissoras do interior e aparecer em alguns poucos programas foram Rinaldo e Liriel.

Viajei com a dupla pelo interior, divulgando o CD. Junto levava sempre outro nome da gravadora, na esperança de um bom coração permitir que ele aparecesse, ou que tocasse a sua música.
Aqui em Ribeirão, me lembro de uma situação que me deixou absolutamente chocada. Estava com a dupla e com a Leilah Moreno (hoje a maravilhosa Gracie Kelly da novela Aquele Beijo), liguei numa emissora conceituada da cidade e falei com o dono:

- “Fulano”, estou aqui com o Rinaldo e a Liriel  e a Leilah para a divulgação, preciso marcar o horário da entrevista.
- O Rinaldo e a Liriel entram porque a Luar pagou. A Leila não. Se vocês quiserem custa R$ 18.000,00 pra tocar três vezes por dia durante um mês. Aí ela entra pra uma entrevista. Caso contrário nem a traga na emissora.

No final de 2002, trouxe vários nomes da gravadora para a cidade para participarem voluntariamente de uma festa, chamada Life. Vieram felizes, a troco apenas de hotel, transporte, alimentação e divulgação. No meio da festa, fui conversar com uma senhora que apresenta um desses programecos da sociedade de Ribeirão.

- “Fulana”, você não quer entrevistar os cantores que eu trouxe..... (fui interrompida antes de acabar)
- Ah, que ri da... não tenho espaço.
- Tudo bem, obrigada.
Rinaldo e Liriel subiram ao palco e arrasaram, como sempre. Assim que desceram, a mesma senhora correu com microfone em punho para entrevista-los.
Corri mais que ela e assim que o cinegrafista ligou a câmera puxei os dois de lado e disse:
- Imagina “fulana” você não tem espaço, lembra?
Além da falta de respeito com os artistas, ainda tivemos que enfrentar muita gente arrogante com síndrome de Hebe Camargo e competência de Luciana Gimenez. Neste caso, o melhor foi não aparecer. Afinal, quem ia dar ibope pra quem, não é?

Aparecer custa muito caro! 

A suposta separação e reaproximação dos filhos de Francisco já renderam uma economia – pelos preços que praticavam em 2003 – de pelo menos 1 milhão de reais!

Preciso explicar porque desconfio de armação?

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

MOMENTO OUTBACK




Meu marido e eu adoramos o Outback. A primeira vez que fomos, há mais de 3 anos em São Paulo, ficamos encantados com o atendimento, com a comida com o delicioso chopp gelado naquela caneca bárbara.

Aqui em Ribeirão o Outback é bom, mas em São Paulo é ótimo. Os garçons de lá, normalmente universitários, não têm o menor constrangimento em ajoelhar para atender a mesa e conversam com total simpatia e desenvoltura como se amassem trabalhar ali. Os garçons daqui têm aquela aristocracia de Fazendão e apesar de ajoelharem, o fazem visivelmente envergonhados. O ambiente de lá é acolhedor, divertido e sério (dá pra entender?). O daqui é típico lugar de modinha, barulhento, frio, com uma tentativa tosca de ser divertido.

A comida, em compensação é espetacular em qualquer lugar.
Ontem estivemos lá para explorar nosso momento Outback. Atendimento sofrível. A moça devia estar com algum problema – relevamos os 20 minutos que levaram pra nos trazer dois chopps.

Enquanto esperávamos resolvemos dar uma analisada no cardápio e de repente me lembrei da Albertina e da Dona Eni, lá de Bauru. Dizem que nesses locais, além de moças de phyno tratto (fica chique escrito assim,né?) os preços são exorbitantes.
Dei uma olhada em volta a procura dos mastros de pole dance, mas não vi nada.

“ Não é possível”  pensei! Um lugar onde o chopp custa R$ 8,00, o guaraná Kuat R$ 7,00 e uma água R$ 4,00, tem que ter mastros de pole dance e palco!

Fizemos o pedido. E os dois pratos, que estavam maravilhosos, vieram até que rápido.
Estávamos nos deliciando com a Costela de Porco e a Tilápia quando elas entraram em fila, rebolando, seguidas de perto por um rapaz com um sorvete numa mão e o celular na outra.

Ahh !! Vai começar o Strip Tease, falei.

Mas não!! Era só o “Parabéns“ pro Pepa, o gordinho de boné da mesa ao lado, com direito a apagar a velinha virtual no Iphone do garçom. Aquela mesma velinha da homenagem que fizeram pro Steve Jobs, que nessa altura rolava no túmulo de frustração.

 A verdade é uma: Você vai ao Outback pra explorar o seu momento, mas quem acaba explorado é você!

Pô, esses preços e nem um peitinho de fora? Ahhh tem dó !!!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

MORTE no ARENA





Há quase dois anos, quando tive minha estréia oficial  na Secretaria da Cultura num evento que na época era organizado pelo Bueno – cantor, pintor, escritor, compositor: artista – o Cultura em Canto. São vários corais se apresentando no palco do Teatro Municipal. 
Tudo correu bem: teatro lotado, coralistas felizes, platéia extasiada, Buenão realizado.
O evento acabou por volta de 22hs e o bate papo corria solto em frente ao teatro.
Denísia e eu observávamos o movimento. Eu esperava meu marido e ela gentilmente me fazia companhia. De repente quando fomos abordadas por uma senhora muito assustada. Ela tinha 50% do rosto tomado pelos olhos arregalados:

- Vocês trabalham aqui?
- Sim, somos da Secretaria da Cultura.
-Ahh, vocês precisam fazer alguma coisa, tem uma moça lá dentro do Teatro de Arena sendo judiada por um moço. Ele ta jogando até balde de água nela. "Cêis" não ouviram ela gritando????

Denisia e eu nos olhamos e partimos em direção ao Arena, que fica bem em frente ao Municipal. Enquanto descíamos os degraus do teatro a Denisia falou:
- Hum, acho que tem um pessoal do TPC ensaiando aí hoje!

E a mulher:
- “magina”, ele ta judiando dela mesmo... eu vi! E ó, já chamei a polícia e o Samu!!

Corremos em direção ao teatro já chamando pelo Alcimar – diretor de teatro- na esperança de que nada de ruim estivesse acontecendo por ali.
Demorou um pouco e ouvimos vozes. Continuamos chamando e ouvimos risos. Em seguida um grupo de 5 ou 6 pessoas liderados pelo diretor subiram as arquibancadas do Arena para nosso alívio.

- Ta tudo bem ai ?
- Tá, respondeu Alcimar rindo. É ensaio, uma cena de morte.
- Nossa Alcimar, qual o nome do espetáculo? Vou recomendar, foi tão convincente que já chamaram a polícia.
- Cê ta brincando?
- To nada!!! Vou ligar agora no 190 pra avisar que não é nada.

Enquanto isso a mulher, trancada dentro do carro, esperava por um parecer nosso.
Explicamos a ela que era um ensaio e tratei de ligar na PM para cancelar o chamado.
A atendente :
-Nossa, recebi três chamadas para essa ocorrência. A última mulher que ligou tava tão nervosa, me xingou!!!

Dois minutos depois encosta uma viatura. Fui até o carro e expliquei o que estava acontecendo. Num primeiro momento o guarda olhou pra mim meio desconfiado mas depois entendeu do que se tratava.

Meu marido chegou e quando saíamos do Morro do São Bento cruzamos com a ambulância do SAMU.

No dia seguinte liguei pro Alcimar:

- Te livrei de uma boa ontem, heim? Ia acabar no xadrez!
- Chris, Cê nem imagina: enquanto a gente fazia a cena, tinha um cara na grade que gritava:
- Animaaallll, solta a moça, vou chamar a polícia!!!

Além de rirmos muito do mal entendido chegamos a algumas boas conclusões:
 TPC tem ótimos atores, a polícia é rápida e o Samu aparece quando a gente precisa dele.

Foi uma estréia com emoção!!!!!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

OUTUBRO ROSA





Durante todo o mês seremos bombardeados com posts, e-mail, tweets, diretos ou compartilhados, sobre esse tal de OUTUBRO ROSA.
De verdade isso não me sensibiliza, não me atinge, não me comove.
Os que sabem da minha história, neste momento estão chocados em Nossa Senhora da Ingratidão. Eu explico: Acho pouco, bem pouco, quase nada toda essa “mobilização”. Não acredito em campanhas de prevenção de câncer de mama até que alguém me prove que efetivamente seja possível de se prevenir. Possível é um diagnóstico precoce que aumenta as chances de cura dessa doença que parece crescer em progressão geométrica.
Eu não fazia parte do teórico grupo de risco e tive câncer de mama. Descobri com auto-exame, hoje desaconselhado por alguns médicos, mas foi um conjunto de coisas que salvou minha vida:  
O auto-exame, uma médica consciente e um tratamento eficiente.
Agora preciso contar a vocês que, se tivesse considerado apenas o resultado do ultrasom de mama e a biópsia que fizeram num laboratório de Ribeirão, hoje não estaria aqui escrevendo essa história. O médico que fez o ultrasom disse que o nódulo em nada se parecia com um tumor maligno e a biópsia apontou uma displasia mamária.
Sempre digo para as mulheres que conheço:
- Façam biópsia guiada por ultrasom.
Que não foi o meu caso. Sorte existir um anjo chamado Silvana Quintana na minha vida. Ela me aconselhou:
- Chris, é um nódulo sólido. Nunca é legal. Vamos tirar.
E bingo! Lá estava o tal do Carcinoma Ductal Infiltrante II. O mais vagabundo dos cânceres. O mais comum, mas não menos perigoso.
Passei por quadrantectomia, esvaziamento axilar e 6 sessões de quimioterapia que me deixaram gorda e careca. Um ano e meio depois ele voltou em dois pontos. Menores, mas ativos!
E á fui eu, rumo ao H.C para uma mastectomia radical com a possibilidade de colocação de uma prótese – dependeria de como ia estar a “coisa” lá dentro. Felizmente estava tudo bem e nunca me vi sem o seio. Perdi mamilo, bico e fiquei com duas baitas cicatrizes, mas como diria Elisa Maria – “Antes fanhoso que sem nariz”. Mais sessões de quimio, mais kilos, menos cabelos !!!
Agora em Dezembro faz 11 anos da primeira cirurgia. Em agosto fez 09 da segunda.
Estou ótima, faço exames regularmente e me sinto totalmente fora de perigo.
Então o que tenho a dizer sobre o OUTUBRO ROSA é o seguinte:
Não fiquem achando que compartilhar informações no Facebook no Twitter ou por e-mail vai te fazer imune da doença. Colocar a mulherzinha pra caminhar, a flor pra nascer, a santa pra curar também não.
Não há NADA que você possa fazer, infelizmente, para se imunizar. O que DEVE ser feito são exames periódicos e consultas regulares ao seu ginecologista.
Diagnóstico Precoce. É isso que salva a vida

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Queimei o Primeiro Sutiã !!

Montagem feita por mim - Imagem do Filme da Valisère de 1987



Eu poderia aqui fazer um gênero e dizer:
- Desde que vi a propaganda do Primeiro Sutiã criada na DPZ pelo incrível Washington Olivetto desejei ser publicitária.
Garanto que ia super colar e todos ficariam achando:
- Que fofoooo!!!
Mas é mentira, gente. Na verdade, meu desejo inicial era ser enfermeira.

A vida me trouxe para esse mercado onde atuo há 27 anos. Ou atuava! A vida não, quem me trouxe pra essa pocilga, foi uma senhora chamada Sueli que conheci quando fazia cursinho no Objetivo em São Paulo. Na visão dela, eu não combinava em nada com a minha opção inicial, e afirmo: Ela tinha toda razão.

Durante os  meus 10 primeiros anos de mercado, atuei em São Paulo e conheci o lado profissional maravilhoso - algumas vezes filhodaputa - do publicitário. Foram anos dourados, convivendo e aprendendo com grandes nomes da propaganda nacional.

Um dia, resolvi vir pra Ribeirão achando que seria uma coisa legal.
Pessoalmente foi. Amo a cidade, amo as pessoas, o clima. Ainda ando pelas ruas feliz e pensando:
- Eu moro em Ribeirão!! Tenho orgulho daqui.
Mas, profissionalmente foi o meu calvário.
Difícil enfrentar um:
– “Vincular seu reclame na rádia.”!
Eu, super pretensiosa, acreditava que poderia fazer a diferença numa cidade que ainda engatinhava na área. Ledo engano. A máfia da incompetência no Fazendão tem um peso inacreditável.

Sobrevivi graças a minha atuação como produtora. Salve Sr.Raul Gil e a oportunidade de aprender uma nova função.

Depois de 17 anos por aqui - 10 atuando como publicitária - queimei o Primeiro Sutiã com o fósforo oferecido por esse mercado prostituído e conformado com isso.
Cansei de tentar entender onde está o problema. Conversei com pessoas, disponibilizei meu tempo, fiz reuniões, planos, projetos. Briguei por posturas mais éticas, menos confusas, mais eficientes!
Perdi a luta. Perdi e sofri represálias no melhor estilo mafioso.
Ainda assim, tomei fôlego e tentei mais um pouco. Aí,  perdi foi a paciência.

Não quero continuar nesse mercado. Não do jeito que ele se comporta.

Contatos publicitários sem formação que se encaixariam magnificamente como vendedores de sabão em pó, por exemplo.
Saem pelas ruas preocupados em cumprir as malditas 15 visitas por dia e não fazem ideia do que é um GRP. Não fazem ideia e nem questão de aprender mas visitam o meu cliente e aconselham a compra direta da mídia.
– Ah! Agência é bobagem, faz comigo. Te dou a criação e nem te cobro nada.

Diretores comerciais despreparados,  pressionam esses coitados a fecharem contratos a qualquer custo mesmo que o produto que ele coloque no ar não tenha nenhuma adequação com o público da emissora. São “profissionais” que só faltam usar chapéu preto, óculos escuros e fumar charuto. Assustadores.

Donos de agência que leiloam seus serviços. Inseguros - na maioria das vezes com toda razão -  com a qualidade do trabalho oferecido e do resultado para o cliente, não cobram pela criação e abaixam tanto o percentual da comissão de mídia que mostram as cuecas.
Na outra ponta, donos de agência que se acham a última bolachinha do pacote, o rei da bala chita. Exibem meia dúzia de troféus nas prateleiras da sala de reunião e descobrem a roda a cada campanha. Não satisfeitos, assumem cargo em associação começam a cagar regras e fingem que não te conhece nos eventos.

Festivais - reza a lenda, sérios -  que premiam, por exemplo,  a maior piada já veiculada em horário nobre. Piada produzida sem o menor cuidado, sem o menor respeito pelo público e usando músicas, personagens e imagens sem pagar direitos autorais.

Fico de fora  até  que os profissionais sérios e competentes do mercado façam algo pra salvar e honrar nossa profissão, fico de fora até ter certeza de que não vou emburrecer, fico de fora enquanto não tiver certeza de que vão me deixar fazer mais e melhor.

Queimei o primeiro sutiã, não o último!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Roubo das Vassoura.

Foto: VEJA  on line. 

Num primeiro momento parece uma triste ironia: Vassouras colocadas na frente do Congresso Nacional, como símbolo de limpeza da corrupção,  são roubadas pelos ambulantes, servidores e seguranças.
Quando parei para analisar – depois de alguns comentários no Facebook – cheguei à triste questão: Existe diferença entre roubar vassouras e roubar o dinheiro público?
Alguns, mais inflamados dirão:
- Claro, vassouras são baratinhas, o povo rouba porque não tem dinheiro pra comprar.
Ahh ta !!!! Então eu posso justificar as atitudes dos corruptos da mesma forma:  Roubam grandes quantias porque também não tem dinheiro suficiente para comprar os jatinhos, iates, apartamentos de 3.200 metros quadrados, viagens anuais à Europa, Bali, Taiti.
Veja bem, não estou aqui fazendo uma apologia à corrupção, muito menos defendendo os políticos imorais. O que pretendo aqui é fazer uma reflexão.
Atire a primeira pedra quem nunca praticou pelo menos um “pecadinho” do tipo: Estacionar em vaga de idoso ou deficiente – “ é rapidin !!”.
Parou em fila dupla pra deixar filho na porta da escola, furou fila no banco, ou a da entrada do show –“ eu conheço o porteiro”.
Subornou aquele guarda na rodovia quando ia a 140km/h – “ Oh seu guarda, alivia ai, to com uma puta dor de barriga”.
Colou na prova de matemática ou andou na contra mão na rua e principalmente dentro dos shoppings – “tem uma vaga bem ali ó!”.
Sabemos de pessoas que levam pra casa os lápis, canetas e clips da empresa onde trabalham. Que não devolvem os R$ 0,25 centavos de troco do pãozinho que a patroa pediu pra comprar na padoca da esquina. Pessoas que jogam lixo pela janela do carro, buzinam tarde da noite em frente a casa do amigo, desperdiçam os guardanapos e catchup’s no Mc Donald’s e ainda deixam toda a bagunça sobre a mesa que usou . Eu conheço um médico, aqui em Ribeirão, que não dá receita para lentes de contato. Te obriga a comprar dele – o que é ilegal no CRO*. 
Todo mundo conhece aquele tipo que, no cinema,  coloca os pés sobre a poltrona da frente, conversa alto com o companheiro, atende o celular, come pipoca de boca aberta e deixa tudo sujo a sua volta. – “to pagaaannndo”. Tem até quem coma as frutas e iogurtes que os colegas de trabalho deixam na geladeira comunitária.
Onde quero chegar com tudo isso?
Qual é a diferença entre nós, que praticamos pelo menos UM desses "pecadinhos", e os políticos que desrespeitam, roubam, abusam?
    -  A mídia, a exposição e as críticas enfurecidas feitas pela população. A mesma população que senta em cima do rabo e acha normal ter atitudes como as que descrevi. A mesma população que se tiver a oportunidade de chegar ao dito “poder” vai SIM levar vantagem, vai SIM ser corrupta, vai SIM se valer da  posição que ocupa para favorecer parentes e amigos.
E sabe o que mais? Vai achar super normal.
Hoje roubam vassouras, amanhã enchem as cuecas de dinheiro!
Truco??? Seis ladrão......................


*conselho regional de oftalmologia.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Parei para um Plasil






Gotas Pediátricas:

Moleque engomadinho, de sapato fechado e meia ¾ na frente da vitrine da loja de brinquedo vigiado bem de perto pelo pai. Ajoelha em frente aquele carrinho que funciona com 456 baterias e custa metade do salário do genitor e grita: 
- Paiiiiii é esse que eu quero.
O pai, coça a careca, tenta fazer o menino se levantar e diz que não pode agora, que é muito caro. O  maletinha chora e continua ajoelhado.  Pai passa a mão na cabeça consolando o pobre infeliz.  O pequeno container grita ainda mais alto – sim é possível gritar mais alto . O usuário do Capiloton se ajoelha tentando convence-lo de que não pode ser assim, que o natal tá chegando, que tem outro mais bonito em outra loja, que .... que.....  O ser insuportável, nesse momento, se joga no chão e bate os braços e pernas num contorcionismo louco, acompanhado de gritos e urros a 179 decibéis. Arrelia então, entra com a peste na loja e se endivida até a próxima encarnação. 

Posologia: 30 gotas de 12 em 12 horas!

Solução Oral:

Adolescentes juntas no banheiro feminino – pelo menos 5 -  tirando fotos no espelho a la Pato Donald, Margarida, Tio Patinhas e outros bicudos. Todas devidamente uniformizadas em roupichas “de marca” , dentalmente aparelhadas  e com celulares que permitem acesso a internet, claro! Todas falando ao mesmo tempo, e alto. Todas usando aquele perfume insuportável – sim !!! o mesmo. Todas fãs de Justin Bieber, Luan Santana, Naldo e afins. Todas falando mal de uma coitada que provavelmente saiu por 30 segundos para um xixi. Todas te olhando feio, quando você resolve lavar as mãos e interrompe a chacrinha. Todas futuras fubangas em potêncial. 

Posologia: 15ml  uma vez ao dia!

Comprimidos:

Mulheres crescidas, mal resolvidas que valorizam mais do que devem qualquer experiência vivida. De preferência que seja uma má experiência. De preferência que todos tenham sentido pena. De preferência que ela tenha conseguido superar (by the way, odeio essa palavra). De preferência que ela, depois da tempestade, apareça no papel de salvadora da pátria. Aquele tipinho, de voz infantil, que fala muito devagar com uma pseudo didática irritante. A sonsa que diz: “aiii eu não vi, não tenho tempo pra isso, é que me contaram, sabe?”. É aquele ser “angelical” que carrega um demônio de mágoas dentro do peito mas aprendeu perdoar. Dá mais ibope! Calça um sorriso dentuço e desfila pela rua fazendo coraçõezinhos com as mãos. Aquela,  preocupada de ma isss com o seu bem estar,  que manifesta isso em e-mails carinhosos que tem lá no final um comentário- assim como quem não quer nada – que te deixa com a pulga atrás da orelha. Sempre pronta pra ajudar, não dorme a noite porque tem muitas ideias para fazer o bem sem olhar a quem. 

Posologia: 02 comprimidos a cada 8 horas.

Solução Injetável:

Todo mundo conhece um “galã”. Longe de ser um Deus Grego, ele se olha no espelho e jura que é um “pitel”. Só isso já seria o suficiente para umas gotinhas.
Esse pseudo George Clooney é um conquistador e como tem gosto pra tudo e muita mulher em desespero de causa, o danado sempre se dá bem. Claro que o ISO dele não é nem 900, mas pra quem tem baixo controle de qualidade, Joelma e Gisele dividem o mesmo status. Lá pelas tantas ele, cansado de não ter quem lave suas cuecas, resolve se casar. Arruma uma moça “jeitada”, virgem, de família, de preferência com algum dote financeiro e passa a viver o papel: “quem manda aqui sou eu”. Depois de alguns meses, a megera – sim, porque nesses casos, todas as mulheres viram um monstro na cabeça desses cretinos – passa a dar cada vez mais ordem e a lavar cada vez menos cueca. Aí, o galã se enche de razão e vai pra rua arrumar uma MNBCFHGSSD.  A Sigla da Vagaba: Mulher Nova, Bonita e Carinhosa, Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor. E o mundo cada dia mais povoado de piriguetes, joga imediatamente uma calcinha no colo dele. Vinte anos, quinze amantes e duas DST`s depois a “esposa” descobre que ele tem outra. Chama os filhos, responsáveis teoricamente pelos 45 kilos que ganhou ao longo dos anos, e diz que vai perdoar o “pai deles”. Todos se abraçam, “todos perdoa, todos comemora”. George olha disfarçadamente pro cuco na parede e pensa: - Vou me atrasar pro pagode!  

Posologia: Injeção na veia – 4 em 4 horas.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE - PLASIL

Conservar em lugar fresco e ao abrigo da luz - O Remédio.

Você pode usar Filtro Solar !!!!!!! Para recomendações excessivas de uso de filtro solar recomendo 45 gotas dia. 

ARGH !!!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A culpa que nos carrega!

By Google imagens.

Dizem que os piscianos têm mania de carregar as culpas do mundo e como tal, devo admitir: é verdade, mas não somos os únicos.

Carregamos culpas desde pequenos, quando recebemos cobranças dos pais e professores:

 - Menina! Você precisa ser mais comportada, mais aplicada, mais limpinha, menos gulosa, mais estudiosa, mais obediente e pintar dentro da linha.

Diante da impossibilidade da perfeição, nessa fase, me lembro de ir dormir com 100% de mim se achando a pior menina do mundo.

Na adolescência a coisa ficou pior:

Precisava  ser mais magra, mais bonita - apesar de usar aparelho, de usar óculos e de ter espinhas – causadas claro, pela minha insistência em comer chocolate e a "falta de cuidado" em não lavar o rosto com o sabonete certo 950 vezes ao dia. 

Precisava ser a primeira da classe e o mais cruel de tudo: Essencial que eu fosse meiga e delicada.
Fase de jogar minha cara espinhenta no travesseiro com 195% de mim tendo a certeza de que era  a pior mocinha do mundo.

O tempo passou, virei  quase adulta  e outros dramas surgiram: Não passei na USP nem no concurso Banco do Brasil. Fiz  faculdade de propaganda – e olha o absurdo: Não aparecia na televisão!

Adorava a noite, adorava os amigos, adorava cantar, bebia moderadamente, fumava moderadamente.
Tinha um namorado gordo e careca, que não queria saber de casar.

- Nossa!! Como assim?
- Namora, viaja com o namorado e não vai casar!
- Mas não é mais virgem?
- Deu pra esse cara feio?
- Fim dos tempos!

Pra piorar, na cabeça do meu pai inconformado, eu trabalhava no Mappin e ele "não tinha pagado a faculdade para eu acabar balconista."

Cabeça mergulhada no travesseiro e 80% de mim jurava mser uma vadia, deflorada e solteira, que não conseguia agradar ninguém no mundo; 10% sentiam uma raiva danada de não poder ser feliz assim e o os 10% restantes ficavam buscando uma forma de explicar pro "Seu" Doca que o lugar que eu trabalhava era a ALMAP, não o Mappin!!

Aí, eu me casei!  Porque um dia, quase todo mundo casa! Cobranças se multiplicaram como a poeira em cima da minha cômoda: Sua casa não é tão bem decorada- como a daquela amiga rica que casou ano passado e tem 15 empregados - nem tão arrumada como a da sua tia - que tem "toc". Sua comida não é boa como a da sua sogra e sua roupa tá mal e porcamente lavada e passada.

 Momento  em que pousava  a cabeça no travesseiro – que diziam empoeirado e contaminado de ácaros – e enquanto 70% de mim se sentia a pior dona de casa do mundo, os outros 30%  pensavam em tudo o que tinha pra fazer no dia seguinte.

Vieram os filhos !!!  Muito Plasil e Rivotril para lidar com os "palpitólogos" de plantão. Eles – os filhos - não eram tão educados como deveriam. Eu era uma mãe  ausente, negligente, irresponsável. Eles, os filhos,  não andavam arrumadinhos como os outros priminhos, filhos daquelas primas que passaram a viver a vida em função de marido e filhos.

- Fulana é uma graça, né gente? Os menininhos dela, tãooo educadinhos.
- Mas ela é muito responsável, nossa! Vive pra eles.
- Nossa, que diferença da Beltrana, né?  Um absurdo Ela tem empregada, trabalha fora. Folgada, viu?

A noite, apoiava a cabeça no travesseiro e 50% de mim ficava culpada, 25% com ódio mortal das críticas e 25% com uma pena danada daquelas coitadas que abdicaram dos sonhos e da vida pra lavar cueca e limpar bunda de criança.

Acabei me separando e claro, resolvi  continuar com a vida.  Ahh !! Que dureza. Ouvia dioturnamente a ladainha:

- Você sai demais;
- Namora demais;
- Gasta demais;
- Viaja demais, terceiriza demais;
- Deixa a casa na mão de empregada, deixa os filhos nas mãos de babá.

Inconformada, de madrugada, no travesseiro, 40% do que me restava de consciência lúcida sentia culpa, os outros 60% pensavam em como curar a ressaca para voltar ao trabalho no dia seguinte.

Aliás, no trabalho, não era diferente. Na cabeça dos chefes,   eu sempre fazia menos relatórios do que a outra gerente, menos visitas do que aquele contato que não sabia fazer mais nada da vida a não ser vender reclame na "rádia". Faturava menos que aquele colega, mal amado, que nunca queria voltar pra casa por conta da mulher megera. Não limpava direito a mesa, ou a sala, ou o escritório. Usava muito o telefone para assuntos considerados particular - mesmo que significasse dizer para a enfermeira da escola do meu filho quantas gotas de Tylenol ele estava acostumado a tomar - Usava decote de menos , tratava muito bem meus subordinados e não conseguia ser hipócrita diante das peladonas sem caráter que conseguiam vaga como diretora a certa altura e flacidez da vida.

Nessa altura,  45%   eram culpa, 20%  eram pena da falta de perspectiva dos companheiros medíocres de trabalho e os outros 35% mandavam, mentalmente, todo mundo a merda.

No geral, a dita sociedade nos impõe algumas posturas chatas e politicamente corretas além da conta.  Temos que fazer doação, que reciclar o lixo, ser voluntário e partidário, não podemos gostar de novela, nem do BBB. Precisamos perdoar os que nos feriram, e dar a outra face.

Nesses casos, hoje em dia, deito a cabeça no travesseiro e 5% de mim sentem culpa – pelo lixo reciclado. 45% lamentam as cobranças e 50% sentem um misto de raiva e pena das pessoas que cagam essas regras.
E como se não bastassem os problemas reais, o mundo virtual nos bombardeia de cobranças através dos  malditos pedidos de compartilhamento pelo autismo, pela síndrome de Down, pela paz mundial, pela tia Cotinha que está internada com Alzheimer e nem sabe que você existe mais.

Amigos, que nunca vimos mais gordos – ou mais magros – nos propõem brincadeirinhas ridículas pelo câncer de mama, pelo dia do trabalho, pela Dorinha, que perdeu os dentes em mais uma briga com o cretino do marido.

As beatas hi- tech com aquelas orações - sempre muito poderosas e infalíveis - que te abençoam até a página dois, desde que você repasse para 4.678 pessoas. Caso não o faça, seu mundo vai acabar em barranco, seu dinheiro vai aparecer na cueca do Sarney e seu Santo protetor será Murphy.


Finalmente, diante dessas situações, posso afirmar que deito meu rosto – com espinha ou não – no travesseiro - empoeirado ou não e 100% de mim sentem uma culpa danada de não ter colhido a tempo as plantações da minha FarmVille.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Planeta dos Macacos - A Origem

Foto divulgação do filme. 



Um dos primeiros textos que escrevi aqui no blog foi sobre o filme Avatar. Na época disse que não tinha a pretensão de ser crítica de cinema. Continuo não tendo e apesar do meu mestrado em Imagem e Som ainda não me sinto apta a isso. O que coloco aqui é a impressão de uma pessoa que gosta muito de cinema. Leiga !

Domingo passado fomos ver o Planeta dos Macacos com uma super recomendação da mídia e de alguns pseudos críticos. Li uma coisa assim no Face:
- “O filme é bem legal” ai um esperto comentou: “Como assim, bem legal?  Aquilo é uma obra prima”.

Fui pro cinema achando que ia assistir uma coisa fabulosa!

Tá, o filme é bom. Mas só isso. BOM !!! Nem vou falar sobre as questões da ciência - o que é ou não possível - trata-se obviamente de uma ficção, mas algumas questões ficam ridículas até pra um filme desse gênero:

Primeiro: O orangotango do circo tem a quase a mesma capacidade do chimpanzé treinado e medicado. Eles se comunicam por sinais - com direito a legenda explicativa - numa linguagem bem complexa para a espécie.

Segundo: Quando os “símios” fogem, rapidamente se multiplicam. Chega a ser constrangedor. E o número vai crescendo em progressão geométrica enquanto eles correm por São Francisco.

Terceiro: Invadem o zoológico, e de lá saem super macacos que apesar de  nunca terem tido contato com a droga nem com o vírus são igualmente inteligentes. Putz, que mágica!!

Quarto: O gorilão pula da ponte e alcança um helicóptero de forma inacreditável. A droga deve proporcionar poderes de 007.

Quinto: De repente ELE FALA !!!! E eu fico chocada em nossa senhora da linguagem.

Quando o filme acabou continuei sentada esperando mais alguma coisa. E tinha! A cena explicativa de como o vírus vai acabar com espécie humana e fazer os macacos fortes. Muito parecida com a do filme que conta a história da disseminação da AIDS pelo paciente zero.
Ou seja, nada de novo.

O sábio Rubens Ewald Filho em jantar na última quinta-feira me disse: É... é um bom filme! 
Salve Rubens!!!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Reza a Lenda !!

Fotos copiadas da Internet  - Google
Reza a lenda QUE ...



 ... Clodovil, em seu programa de TV, perguntou ao cantor Lobão:
     - E aí, Lobão, tem cheirado muita cocaína?
     E Lobão, no melhor estilo Bad Boy respondeu:
     - E você, tem dado muito a bunda?

... Carla Perez, quando questionada no Programa do Jô sobre seu Hobby, respondeu que tinha um azul, mas preferia “aquele preto de seda”.
A loira do Tchan também disse que Nova York seria o seu país preferido da Europa.
Pobre Carlinha, anos depois pegou seu marido Xandy nú, na cama do casal com outro.
      
... Ângela Roro enlouquecida pelo  fim do relacionamento com, a também cantora,  Zizi Possi, durante  um show da “Per Amore” gritou pra quem quisesse ouvir:
 - Já beijei esse corpinho todo !!!!!!

... Regina Duarte, irritada com sua filha Gabriela, que na época vivia a insuportável Maria Eduarda de Por Amor, meteu-lhe um tapão na cara em pleno saguão do aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro pra quem quisesse ver!

... Beto Carreiro era filho do Roberto Marinho !!!

... Reynaldo Gianecchini foi, na verdade,  namorado do filho da Marília Gabriela.

... Orlando, brilhante advogado e pai da modelo Daniela Sarahyba, morreu de leptospirose fulminante contraída na lata de cerveja que ele havia tomado, sem copo e sem canudo, num barco. O exame das latas atestou que estavam infestadas de urina de ratos.

      ... Que Paul McCartney morreu em 1966 e foi substituído por um sósia, William Campbell.

A mais recente, circulando pelo Facebook é 

      ... Que o filho do Edir Macedo se declarou gay para o desespero do pai homofóbico.

    Não sei se essas coisas são ou não verdadeiras. O pior é a gente imaginar que PODEM ser !

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Maternidade, uma saga!

João Pedro, eu e Rapha

Sala escura, médico com cara de preocupado: Olha pra tela, olha pra mim, olha pra tela, olha pra mim. Ohh meldels ! Que será que esse moço tá vendo ai????

Dezembro de 95, laboratório de análises clínicas, sala de ultrassonografia.
Deitada naquela posição incomoda de frango assado, bem assustada diante da gravidez inesperada fazia exame para saber onde estava posicionado o DIU que eu usava na época.

A postura do médico não ajudava em nada e logo veio a pergunta que mudou tudo:

- Você tem caso de gêmeos na família?
- Não doutor, mas o senhor tá vendo é um nenê e um DIU.
- Não não !!! Eu to aqui vendo: DOIS nenês e um DIU.

Congelei.
O exame acabou e sai da sala, sozinha. Encontrei meu pai na recepção:

- Tudo bem?
- Sim, tudo bem! Foi a única coisa que consegui responder.

Caminhamos lado a lado até o carro, ele abriu a porta do passageiro e deu a volta para abrir a dele. Continuei em pé, apoiada no capô do carro. Antes que ele entrasse falei:

- Pai, to grávida de gêmeos !
- Tá louca menina, como é que você sabe???
- Uai pai, acabei de fazer um ultrassom, lembra?

Ele chorava de alegria, eu de desespero !!

Lá se vão mais de 15 anos, idade que meus meninos têm hoje.

Tudo foi muito complicado: Uma gestação praticamente toda na cama – perdi o tal do tampão no segundo mês de gravidez - tinha ameaços de aborto constantes. Casamento arruinado, filha pequena, injeções de cortisona semanais para amadurecer o pulmão dos pequenos.
Engordei mais de 30 kilos, tinha 1 metro e 10 de barriga. AFF !!! Achei que nunca mais fosse voltar a ser eu mesma. Demorou. Foram 3 anos de espera para ter mais ou menos o mesmo corpo que tinha antes da gravidez deles.
Nasceram com um minuto de diferença um do outro. Gordinhos para gêmeos, sem nenhum problema. Tudo bem que o João passou boa parte da gestação em cima do Rapha que acabou nascendo todo tortinho, tadinho. Meses de fisioterapia pra colocar o pescoço no lugar. Deu certo.
A chegada deles foi um evento familiar: O primeiro caso dos dois lados. Meu tio contava orgulhoso:

- A Chris teve gêmeos, João Paulo e Daniel !!
E eu: -  Tiooooo, é João Pedro e Raphael.

Culpa do sucesso que a dupla sertaneja fazia na época.

Tenho poucas lembranças deles pequenos. Minha vida foi uma loucura. O casamento acabou exatamente no dia seguinte ao aniversário de um ano deles. O pai voltou pra São Paulo e fiquei aqui, dependendo de babás e dos meus pais. Trabalhava muito, viajava muito, delegava muito!
Durante anos me culpei, tive medo do que poderia acontecer com eles – filhos criados por avós e babás costumam ser problema. Durante anos fui acusada de negligente, irresponsável. Devo ter sido mesmo.
Fiquei doente – isso me afastou ainda mais. Pensava: - Vou morrer, eles precisam aprender a viver sem mãe.
Não morri !! ahhhhh JURA ???? rsrsrs
Me curei de corpo, não de alma.
Alguma coisa nessa relação ainda me incomodava. Terapia!!
Um dia acordei mãe. Não sei exatamente quando, nem como. Aconteceu.

Hoje somos família. Somos amigos, somos mais: Mãe e filhos.
Eles são ótimos: engraçados, inteligentes, adolescentes....
E eu, de nada me arrependo. Não me culpo mais. Acho que tudo fez parte da história que cada um tem que viver.
Eles têm essa mãe, bem ou mal. 
Eu tenho esses filhos. Bem !!!

De tudo isso agradeço por uma coisa: Não ter seguido o impulso raivoso que quase me fez chamá-los de Diulindo e Diunísio.


Obs: Antes do João e do Rapha tive a Marcella, hoje com quase 18 anos. Mas isso é uma outra história.

domingo, 31 de julho de 2011

Encontros e Despedidas

Ontem, na saída do encontro em Sertãozinho

No início de julho comentei no Facebook e no Twitter que o mês seria de encontros e despedidas. E assim aconteceu.
A primeira despedida aconteceu logo no início do mês. Perdi uma tia muito querida. Tia Lúcia tinha mais de 90 anos e era um daqueles docinhos que surgem na terra bem de vez em quando. Lido razoavelmente com a morte nesses casos. Consigo racionalizar o ciclo da vida. Mas ver meus primos sofrendo pela perda da mãe doeu meu coração. Mesmo que esses primos sejam mais velhos e que eu os veja muito de vez em quando!

Tia Diola (se despediu ano passado) meu pai, Tio Nando, Tio Jacob, Tia Neide e  Tia Lúcia  .

O primeiro encontro foi alguns dias depois. Vários membros da família Carolo se reuniram num almoço delicioso na área reservada do Casa 20. Rimos muito, nos “atualizamos” da vida uns dos outros, tiramos fotos e nos sentimos felizes e acarinhados.
Mais uma semana e outra despedida. Desta vez, totalmente incapaz de dizer adeus, não vi minha irmã partir rumo a uma nova etapa de vida em Ann Arbor. Sei que é maravilhosa a oportunidade, sei que é uma experiência que todo mundo devia ter, mas lido muito mal com esse tipo de coisa. Detesto despedida. Chorei muito, de ficar de olho inchado e confesso que ainda choro um pouquinho quase todo dia de saudade dela.

Marcella, João, Thati, Leandro e Rapha no dia do almoço dos Carolo


No dia que ela foi embora, fui convidada para participar de um programa de TV aqui em Ribeirão chamado “Entre Mulheres” e o assunto era “PERDA”. Precisei de dois kilos de maquiagem e muito controle para gravar.
Ai veio um dia maravilhoso, programado durante quase dois meses por mim, Kátia, Zuleika e André: reunimos num espaço delicioso, em Pontal, 150 pessoas. Amigos de nossa época de adolescentes. Muitos não se viam há 20, 30 anos. Foi um acontecimento. Muito riso e choro emocionado no reencontro. Dançamos, nos divertimos, relembramos e saímos de lá plenos da troca de boa energia.

Parte da turma na Festa em Pontal


A festa ainda é assunto e já planejamos a próxima.
No meio do mês fomos ao encontro dos primos de Lavras Novas em Minas. São na verdade primos do meu marido, mas os adotei e os amo como se fossem meus. Tivemos dias felizes na companhia de pessoas super interessantes, carinhosas e engraçadas. Ajudamos a inaugurar o restaurante da Pousada, conhecemos lugares lindos, tivemos contato com a história daquele lugar. Nos despedidos com tristeza, mas com a certeza de que em poucos meses nos veremos de novo.

A turma de Lavras Novas - MG

Quinta feira passada vivi uma grande emoção quando vi descendo do táxi minha prima Milena. Não nos víamos há 06 anos. Que delícia de abraço. Sentamos, bebemos e papeamos na companhia de alguns amigos e de nosso primo André como se nunca houvéssemos nos separado. Somos assim, quase almas gêmeas.

Luciene, Milena e André - Roberto, eu e Jeff - 5a no Norte e Sul

Ontem tivemos outro grande encontro. Dessa vez a família Pascoal se encontrou numa iniciativa maravilhosa da minha prima Carla. Que alegria!!! Éramos quase 50 tios, primos e agregados reunidos numa deliciosa chácara onde vivi tantos momentos bons. Estar lá já é uma coisa abençoada, porque sinto a presença da minha querida Beth em cada espaço e consigo assim preencher um pouco do vazio que ela deixou em minha vida quando se despediu em Dezembro de 2006.
Família MARIO e CONCEIÇÃO PASCHOAL


Olhar em cada mesa e ver ali os responsáveis por tantas histórias, por tantas emoções. Pessoas que talvez não saibam a importância que tem em nossas vidas. Conhecer os novos membros e torcer pra eles consigam viver pelo menos um tantinho de tudo que vivemos na companhia uns dos outros.
É! Julho foi mesmo um mês de encontros e despedidas.
O saldo? Muito positivo.
O mês em que tive a certeza de que o que vale nessa vida é cultivar a relação de amor e amizade com as pessoas. 
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