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Blog de histórias reais e de ficção.
Um lugar para expor opiniões que provoquem dor ou delícia!
Qualquer semelhança com histórias ou comportamentos reais poderá ter sido mera coincidência. Ou não!



domingo, 18 de agosto de 2013

Amigos da Dor


Ajudar o próximo! Máxima defendida por 11 entre 10 igrejas ou religiões do planeta. A coisa é tão contundente que muitas vezes parece uma ameaça.
- Se você não ajuda o próximo, não vai ganhar o reino de Deus.
Algumas pessoas o fazem por convicção, não porque querem algo em troca. Essas – poucas – jamais conheceremos. Aliás, tão pouco desconfiaremos que façam qualquer tipo de caridade.
Outras agem fazem sob a luz dos holofotes, descaradamente. Desejam o reconhecimento. Afinal são merecedoras pelo “bem” que propiciam ao “irmão carente”.
Celebridades correm o planeta segurando no colo criancinhas doentes. Algumas à beira da morte, recebem no rosto cadavérico, fruto da fome e da sede, lágrimas borradas de rímel  Lancôme.
Sub celebridades participam de qualquer campanha de lhes dê notoriedade. De agasalho a Mc Dia Feliz, passando pelas ecochatas. Nestas, posam com cara de engajados ao lado de animais em extinção.
Pretendentes a celebridades – serve se rolar uma sub também – montam ONG e ajudam os “frascos e comprimidos” de plantão e suas respectivas famílias. Saem em fotos nas colunas sociais dos jornalecos e não se cansam de agradecer, todo santo dia, pela maravilha que é poder ajudar os mais necessitados e o quanto isso mudou sua própria vida. Vida essa que era um horror e continua sendo, mas que agora é retratada de forma poética e altruísta pela sociedade.
- Você é um herói, querido!!
Agora, não tem nada pior do que o amigo da dor. Aquele, que como um vampiro, espreita vidas buscando o primeiro sinal de que algo não vai bem. Não importa o que: pode ser um problema financeiro, com filhos, com marido, no trabalho. Tanto faz. O que importa é que exista o problema e que ele possa surgir como o salvador da pátria. Aquele pelo qual seremos eternamente gratos.
O complicado disso é que eles realmente acreditam que são capazes de consertar o mundo. Ficam extremamente ofendidos se recusamos sua ajuda, sua intervenção. Praguejam pra quem quiser ouvir, que jamais encontraremos outro amigo igual e se ainda tivermos um pingo de juízo pensaremos:
- Sedeusquiser.
Esses vampiros emocionais são de fácil identificação: Se afastam quando estamos bem. Não suportam a felicidade alheia e tem sempre uma explicação dramática seguida de uma previsão fúnebre para o futuro da ovelha desgarrada:
- Vai se dar mal e quando precisar de mim não estarei mais aqui para ajudar.
Sentem uma satisfação inexplicável diante da morte – quanto mais sofrida e demorada melhor – de doenças incuráveis e amores perdidos.
Via de regra, nunca estão bem, mesmo quando estão. Se forem agraciados com alguma coisa boa, logo se lembrarão de um parente que morreu e que “não está ao meu lado para compartilhar da minha alegria” ou do cachorro que fica doente atoa, ou do filho que viajou e está “há meses morando em Paris”.
Amigos da dor gostam de dor. Simples assim.
E se você tem um tipo desse próximo, Run Forrest, run !!!!!!!!!!!!

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