Sobre o Conteúdo do Blog

Blog de histórias reais e de ficção.
Um lugar para expor opiniões que provoquem dor ou delícia!
Qualquer semelhança com histórias ou comportamentos reais poderá ter sido mera coincidência. Ou não!



quarta-feira, 25 de maio de 2011

Consumidora incomodada !!!

Sou só eu que fico irritada com estes fracos de maquiagem ai da foto? Aliás, como é que podemos chamar ? Frascos?? Embalagens?? Procurei um nome apropriado e não achei.

O fato é que a gente paga e perde pelo menos 40%  porque simplesmente não consegue "alcançar" o produto. Já  cansei de usar cotonete, palitinho, pinça e afins pra tentar tirar o máximo proveito deles.


Acho que precisamos de um movimento POR UMA EMBALAGEM MAIS HONESTA. 
A Natura tinha um corretivo maravilhoso, embalagem ótima (aproveitava até o finalzinho) aí resolveu trocar por essas ai. Um Horror !! Mudou a textura, ficou mais cara e ainda tem uma perda grande.
Comprei um batom da Avon que amei ! Não curto baton escuro, gosto daqueles meio cor de boca, ou no máximo um brilho.  Olha só o tanto que ainda tem no "frasco" e eu não consigo usar:




Não é uma judiação??
Peço desculpas pelo desabafo. Essa não a proposta do meu Blog, mas como eu conto sobre dores e delícias resolvi dividir também minha irritação.
Beijos

domingo, 22 de maio de 2011

Os “livro” do MEC

by Jefferson Cassiano

Pessoal, esse texto foi escrito pelo meu marido. Vale a pena ler um outro ponto de vista sobre a polêmica do livro aprovado pelo MEC.
Opinem!
Beijos
Chris





                 O livro da coleção “Viver e Aprender”, distribuído pelo MEC aos alunos e professores das salas de EJA e escrito pela professora Heloísa Cerri Ramos, segue preceitos teóricos que já nortearam os trabalhos de educadores respeitados, como o brasileiro Paulo Freire.  Para a linguística, não há um jeito “certo” e outro “errado” de usar a língua. Em lugar de correção, os linguistas preferem usar a ideia de adequação.  A metáfora da roupa é sempre muito bem-vinda nesta hora: você não costuma ir de terno à praia, muito menos de sunga à reunião de trabalho. Da mesma forma,  há uma variante linguística para cada contexto. Ainda assim, a página 14 do livro, na qual se afirma que uma pessoa pode dizer “os livro”, tem causado dores de alma em inesperados defensores da norma-culta.
            Não há qualquer inverdade no livro do ponto de vista teórico. Os conceitos de adequação e inadequação são fundamentais para viver num contexto de diversidade. Professores e alunos devem mesmo trocar as palavras “certo” e “errado” por “adequado” e “inadequado”, além de substituir os conceitos por trás dos vocábulos. Essa mudança conceitual proposta pela linguística permite ao professor acolher os diversos falares trazidos para a escola e ajuda o aluno a destruir a barreira de preconceito em relação ao colega que, por ventura, fale “os livro”.  A língua passa a ser uma forma de inclusão quando vista assim. Há, no entanto,  um equívoco no texto de Cerri. Equívoco que nem é pedagógico. É didático.
            A maneira escolhida por Heloísa para expor os conceitos de adequação e inadequação não parece ser a mais indicada para tratar desse assunto em sala de aula. Do jeito que foi escrito, com afirmações do tipo “você pode falar ‘os livro’”, em formato de diálogo com o aluno, o texto tem status de liberação para o uso indiscriminado dessa variante. Na continuação do texto, até há uma observação de que o aluno, quando assim se expressa, “pode sofrer preconceito linguístico”. Falta deixar claro que a variante inculta da língua pode ser usada em determinadas situações e que, em outras, deve ser substituída pela norma formal aprendida na escola, não para evitar o preconceito, mas para permitir que o aluno consiga, por exemplo, um desempenho melhor numa entrevista de emprego.    Uma hipocrisia necessária.
            Antes de ficar revoltado com “os livro” do MEC, lembre-se de que a página 14 em questão é destinada à educação de adultos com uma história de vida que facilita a compreensão e a aplicação de conceitos relativos ao uso da língua.  Pense, ainda, que um livro, em sala de aula, é apenas um ponto de apoio e de partida. O professor, no uso do material, tem toda a liberdade de ampliar a discussão proposta pelo livro e deve fazer isso.  Por último, pense e responda: se você ficou tão espantado com essa história e acredita que há mesmo certo e errado na língua, deve ser capaz de dizer se a frase a seguir está “certa” ou “errada”: “a maioria dos livros são grandes, mas, antigamente, havia alguns mais pequenos”.  Quando assumimos a postura de fiscais de uma língua, temos que saber com exatidão o que é e onde está esse tal de certo.   

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Vai pilotar fogão Dona Maria!!! *




Não sei você, mas eu estou absolutamente irritada com o trânsito de Ribeirão Preto.
Há bastante tempo venho observando, analisando e cheguei a uma conclusão:  a culpa é do motorista! Óbvio Christiane, óbvio.

Tá ! Até admito que tem a coisa dos buracos, da falta de sinalização, do excesso de carros que circulam sem necessidade. Mas nada, nada mesmo se compara a má direção.

Ano passado levava meus filhos à escola todos os dias por volta de 6h50 da madrugada - esse ano eles vão com meu marido. Cada dia era uma pérola. Certa vez, um senhor resolveu cruzar a Avenida Leão XIII sem cerimônia. Da marginalzinha do lado direito até a pista do lado esquerdo. Como não conseguiu completar a travessia por conta da velocidade dos carros que vinham na esquerda, simplesmente parou fechando totalmente uma das pistas da direita e claro, me obrigando brecar praticamente dentro do carro dele. Buzinei de raiva, confesso e ele simplesmente me mandou tomar no cú.  rs

Rotatórias são um caso a parte. Numa cidade com tantos “quejo”, no mínimo a modalidade deveria fazer parte das aulas da auto-escola (aliás, com a reforma ortográfica, auto escola tem hífem? Ficou tudo grudado, ou é assim mesmo?). Poucas pessoas sabem usá-la (não a palavra, a rotatória). A maioria pára, espera não ter nenhum carro e só depois entra. Gente, pelo amor de Nossa Senhora das Redondas, rotatórias são construídas para fluir o trânsito, então olha, entra no cantinho vai dando seta e se posicionando... É simples! Se fosse pra parar teria semáforo.
Ops, tem rotatória com semáforo aqui, né? Ahh fazendão!!

Agora, a máxima das máximas na cidade: Dirigir no MEIO de duas pistas. Esse povo devia pagar um IPVA a parte. Se você experimentar ir chegando, devagar, pela esquerda, pra obrigar o folgado a ocupar uma pista só, terá a oportunidade de presenciar um surto psicótico!

A cidade cresceu, o número de carros cresceu, a pressa cresceu e os motoristas continuam dirigindo por um fazendão. Por sinal tem muita madame pilotando SUV como se conduzisse charrete!
Nem vou me falar sobre as setas - que provavelmente são acessórios caros e não mais originais de fábrica, os celulares - parece que lei que proíbe o uso não vale por aqui - e os motoqueiros que insistem em ultrapassar pela direita, senão esse texto vai ficar enorme e eu vou perder a hora.
Tenho que sair mais cedo, o trânsito anda terrível, gente!!




* Dona Maria é apenas um “modo de escrever” que retrata o “modo de falar” de alguns motoristas irritados. Não se refere a nenhuma Maria de verdade !!!

Aii Jesus, essa coisa do politicamente é fogo, viu. Tem que explicar tudo direitinho, senão !!!
A propósito, se ainda assim meu desabafo te ofendeu, sugiro que se aprimore na direção antes de me processar. O movimento no Fórum é imenso e tem que ser bom pra estacionar nas vagas apertadas !!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A Voz da Escuridão




Trancada no quarto, deitada de bruços na cama desarrumada, rosto banhado em lágrimas, Neusa tenta se convencer de que fez a escolha certa.  Pouco se importa que as pessoas a vejam como tola e ingênua. Não teria mantido o casamento por 20 anos se admitisse enxergar tudo com clareza.
        Não ouve mais o movimento do lado de fora.
- Já devem ter ido embora. Eu mesma iria se pudesse.
      A sala ainda cheira a vela e flores. No centro, o tapete azul mostra a marca dos pés que mantiveram o caixão de madeira de lei e dos suportes de coroas decoradas com palavras de consolo em fitas brilhantes que o cercaram durante o velório.
      Num canto, sentado sozinho, Homero, amigo inseparável. Olhar perdido, coração despedaçado. A imagem da viúva debruçada sobre o corpo de Leônidas no caixão, soluçando de dor está materializada em sua mente. Inconformado pensa em voz alta:
     - Morrer assim tão cedo foi uma traição. Ontem mesmo estávamos todos no sítio festejando sei lá o que. E quem é que precisava de motivo pra juntar os irmãos, sobrinhos, amigos para um churrasco e muita cerveja?
      Poucos ainda circulam pela casa recolhendo copos, colocando os móveis no lugar. Na cozinha, cochichos e comentários compõem  o cenário.
- Todo mundo sabe que a Neusa era louca por esse homem. Mas será possível que não via?
- Ah, acho que não. Não me lembro de ouvir ela reclamando do bar da Dona Zezé, das pescarias... E ó!  O Leônidas ficava no Rio Pardo dias sem dar notícias.
- Então! Ai quando dá de cara com a verdade sai correndo e se tranca no quarto?
- Mas também não precisava ser assim, né? Um choque coitada. Um choque!
      Neusa enxuga o rosto, levanta da cama e segue em direção ao espelho pendurado sobre a penteadeira. Senta-se na banqueta diante dele e surpresa reconhece a imagem refletida. Há quanto tempo não via o próprio rosto? A resposta foi imediata: O que viu durante anos foi a mulher que abdicou dos sonhos pra viver ao lado de Leônidas o homem que amava. Essa morreu há alguns minutos, na sala de estar, diante do caixão.
      O marido era um amante insaciável que a tomava nos braços todas as noites com beijos ardentes e promessas de dias melhores. Nunca cometeu grosseria, não esqueceu data importante. O homem das pequenas surpresas. Flores, bombons, mimos. Pai generoso, amigo fiel.
      Lembrou-se do dia anterior quando ele saiu no meio do churrasco sem avisar.
- Homero, Leônidas te falou onde foi?
- Não, Neusa. Deve ter ido até a cidade comprar cigarros. Volta logo com certeza.
 A festa acabou e ele não apareceu. Tarde da noite Neusa e os filhos, já em casa, aflitos ligavam para amigos e parentes em vão.     
      O telefone tocou às 7hs da manhã e o coração de Neusa parou de bater por décimos de segundos.
- Dona Neusa, é o Zé, aqui do Sítio. Ó, a notícia não é boa não. Acabei de vê o carro do Seu Leônidas aqui no meio da plantação de cana. Ele tá esquisito lá dentro. Acho bom mandar alguém aqui.
Um Infarto fulminante impediu Leônidas de completar 50 anos.
      Pensa nas palavras desconexas ditas em meio às lágrimas durante o velório
- Ah Leônidas, eu aceito te perder porque é Deus quem está te levando. Nós juramos! Só a morte me separaria de você.
Admite para si mesma que não quis ver os olhares constrangidos que os amigos trocaram enquanto ela chorava devastada pela dor e nem a mulher que parou na porta vestida de preto, véu na cabeça, lenço preso a mão que acarinhou o rosto de Leônidas. Só ouviu quando ela disse:
- Meu amor, como será minha vida sem você?
      Neusa, diante da imagem no espelho lembra como congelou e sentiu o coração parar pela segunda vez naquele dia. Não tinha se preparado para isso. Não sabe como ainda reuniu forças, chamou os filhos e pediu que o enterro fosse realizado imediatamente. E foi assim que acabou trancada no quarto, deitada de bruços na cama desarrumada, rosto banhado em lágrimas, sem ouvir mais nada.
Homero bate na porta quer se explicar. Ela não ouve.
A família e amigos insistem, forçam a fechadura, chamam por ela. Precisam confessar que sempre souberam de tudo. Precisam pedir perdão. Ela não escuta.
O filho grita, clama por atenção, quer contar sobre o flagrante de anos atrás num restaurante fino da capital. Silêncio.
      Lá dentro perdida nas lembranças Neusa conclui que, viver acreditando que “o que os olhos não vêem o coração não sente” não tinha sido exatamente uma escolha. Foi a sua única opção. Assim não viu as manchas de batom nem os fios de cabelo escuros e longos no banco do carro. Não viu o bilhete no bolso do paletó nem as mensagens no celular.  Tão pouco sentiu o perfume adocicado na camisa que ela mesma lavava e passava com tanto carinho. Foi uma época em que ela só ouvia. Ouvia as desculpas, as declarações de amor e as promessas.
     Hoje a voz na escuridão a fez ver a verdade e logo um rosto conhecido ressurgiu no espelho clamando por atenção.
Em nome dos novos tempos Neusa decidi: Vai atender.

terça-feira, 10 de maio de 2011

SINDROME DE POLLYANNA






Capas dos Livros editados no Brasil na década de 70.

Pollyanna talvez tenha sido o livro mais lido pelas adolescentes no final da década de 70.
O Romance de Eleanor H. Porter, escrito no início do século 20 (1.913) conta a triste história de superação da menina que, obrigada a morar com a tia mal humorada, coloca em prática o “jogo do contente” inventado anos antes pelo pai, agora morto – Oh, dó!!!

A história tem uma continuação editada em 1915; nela a protagonista, obviamente,  “foi feliz para sempre”.
O Jogo do Contente é até legal, mas impossível no mundo real – Ó, rimou!!!

Pollyanna é uma daquelas figuras fofas que ficam facilmente chatas diante de tanto otimismo.

Fui uma dessas leitoras ávidas por finais felizes e confesso que li e reli as Pollyannas lá atrás, quando tinha 12, 13, 14 anos. Top's!

Tenho preguiça de algumas coisas: De gente burra, de mau caráter, de quem sabe tudo e de gente feliz demais o tempo todo. Não necessariamente nesta ordem.
 “Síndrome de Pollyanna” acomete, principalmente, pessoas que tem necessidade de parecer bem resolvido e feliz nos sites de relacionamento e claro, de aparecer!!

Não sei no seu, mas no meu mundo as pessoas manifestam sentimentos díspares. Odeiam, sentem mágoa e tristeza diante de algumas situações e ficam mesmo esfuziantes diante de outras mais felizes.  Nada mais enjoativo que adulto tentando aplicar o “jogo do contente” diante de uma tragédia, por exemplo.
Ninguém normal é feliz o tempo todo - isso é coisa de psicopata que faz tudo de caso pensado.

Ninguém normal reza e perdoa o tempo todo - isso é coisa de beato covarde levando às últimas conseqüências o "temer a deus"

Ninguém normal se liberta de mágoas num estalar de dedos - isso é coisa de gente vingativa e dissimulada à espera da primeira oportunidade de dar o bote.

Ninguém normal é equilibrado o tempo todo - nem para Madre Tereza de Calcutá e Daila Lama juntos de joelhos orando à Nossa Senhora da Bicicletinha.

E aí me pergunto: -Como dormem essas pessoas? Tranquilas? Serenas ? E aí - considerando que haja pelo menos coerência no modo de vida delas - as imagino com a cabeça deitada no travesseiro com um sorriso fake nos lábios, cílios com muito rímel e um tiquinho de blush pra sair bem na foto publicada no Instagran.

A vida, pra valer a pena, tem que ser vivida em toda sua plenitude, seja na dor, seja na delícia. Só isso traz amadurecimento e conseqüentemente paz de espírito. A hipocrisia das “Pollyannas” não permite que elas cresçam. Isso talvez explique porque, 99% delas, tenham uma voz infantil irritante!!!!


É, se ainda fosse viva, Eleanor certamente, pegaria o primeiro vôo de Massachusetts e aqui no Leito Lopes desceria com chinelo na mão, pronta pra aplicar um corretivo nessas Pollyanas equivocadas.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

JUSTIFICA?

Multidão comemora nas ruas de Nova Iorque - AP IMAGENS

Há muito tempo não ficava chocada com uma imagem na TV como fiquei na última segunda-feira diante da cena daqueles jovens americanos comemorando a morte do Bin Laden pelas ruas de Nova York.

Não vou entrar no mérito do “está morto, não está morto” muito menos nas motivações políticas do presidente americano para autorizar o ataque.

Não quero discutir se ele usou a mulher como escudo, se ele apresentou resistência. Nada disso!
Pouco me importa se o corpo foi jogado ao mar, se foi feito exame de DNA ou a possibilidade de haver dezenas de sósias.

Indiscutível o fato de que Bin Laden era do mal. A personificação do capeta. Frio, calculista, terrorista!

Ouvi a notícia na Globo News e senti um gelo na espinha. Não me pareceu prudente. Ao contrário, achei bem inconseqüente considerando que a morte dele não só não acaba com as ações terroristas, como estimula outros ataques com o mesmo propósito: vingança.

Justiça é invadir a casa de uma pessoa e cravá-la de balas? Não sei.
Que felicidade era aquela no rosto dos americanos em plena madrugada? Isso é normal? Se for, alguém, por favor, puxa a cordinha do mundo que eu desço na próxima estação.

Imagens da festa intercalada com a queda das torres gêmeas pareciam ter a intenção de justificar o porquê da coisa.

Tudo bem: Não perdi ninguém no World Trade Center, nem nos aviões, nem no navio de guerra que foram atacados pelos terroristas a mando de Bin Laden.
Vivo aqui, num porto seguro avaliando de longe os acontecimentos. Ainda assim não consigo ficar feliz diante da notícia da morte seja de quem for.

Fico imaginando aquela energia horrorosa liberada no Universo e não sei o poder que isso tem.

Americanos são considerados patriotas ao extremo. Mas o que vi naquela segunda pela manhã não foi patriotismo, foi fanatismo.
Fanatismo. Não é esse o sentimento que move os líderes religiosos mulçumanos?
Amarga ironia!
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